Cela dos Espíritos, café literário e Miss Xilindró: 5 curiosidades sobre o presídio de 'Tremembé' que ficaram de fora da série e rendem uma nova temporada
Publicado em 3 de novembro de 2025 às 14:00
Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
A penitenciária de Tremembé, retratada na série do Prime Video, também esconde histórias e curiosidades que o público não conhecia, mas são suficientes para uma continuação. Aos detalhes!
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Não se fala de outra coisa no momento senão 'Tremembé', série do Prime Video que expõe os bastidores carcerários de alguns do maiores criminosos do Brasil, incluindo Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá, Suzane Von Richtofen, Elize Matsunaga e Sandrão, que viveram um triângulo amoroso na prisão - e também renderam histórias pouco conhecidas pelo público.

Mas Tremembé não foi marcada apenas por romances e amizades entre nomes que marcaram os noticiários. A prisão, conhecida como 'cadeia dos famosos', também é palco de curiosidades impactantes que podem render uma segunda temporada com um elenco tão bem construído (e semelhante ao real) que a primeira.

No livro 'Tremembé - o presídio dos famosos', publicado pela publicado pela Matrix Editora, e que inspirou o seriado do Prime Video, o jornalista e autor Ullisses Campbell conta algumas curiosidades que o público não conhecia sobre o presídio dos famosos, desde a cela dos espíritos até um concurso de beleza conhecido como 'Miss Xilindró'.

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Abaixo, conheça 5 fatos que vão mexer com o seu imaginário!

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Cela dos Espíritos

Entre os corredores de Tremembé, uma cela em especial virou lenda. Conhecida como 'Cela dos Espíritos', o espaço era liderado por Luiza Motta, condenada por homicídio culposo ao atropelar e matar um homem enquanto dirigia embriagada. 

Ela se apresentava como médium e dizia receber mensagens do além, sendo muitas delas de vítimas pedindo perdão ou mandando 'mensagens de conforto' às assassinas. Suzane von Richthofen, por exemplo, teria recebido ali uma carta psicografada 'assinada' pela própria mãe, onde ela a perdoava.

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Fuga pela escada de maracujá

Em 2007, Tremembé foi palco de uma das fugas mais improváveis já registradas. Dominique Cristina Scharf, conhecida como a 'Dama do Cárcere', escapou usando uma plantação de maracujazeiros que crescia junto aos muros da prisão. A estelionatária escalou a estrutura improvisada de galhos e cipós, subindo seis metros de altura até alcançar o topo da muralha. 

Mesmo após quebrar uma perna e um braço na queda, Dominique conseguiu ir embora e ficou marcada eternamente dentro e fora do presídio.

Concurso de beleza

Nem só de tensão vive Tremembé. Todos os anos, a Secretaria de Administração Penitenciária promove o concurso 'Miss Primavera', popularmente apelidado de 'Miss Xilindró'. A disputa inusitada elege o título da "criminosa mais bonita do sistema prisional". Além da faixa principal, o concurso também tem categorias como Simpatia, Plus Size, Garota Revelação e até Mister Tremembé.

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A última categoria é um título destinado a homens transexuais em alas femininas e mulheres que se identificam como lésbicas e apresentam expressão de gênero masculino, além de detentas masculinizadas. Curiosamente, em 2014, a vencedora do Mister foi Sandra Regina Ruiz Gomes, a Sandrão, famosa por se relacionar com Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga dentro da prisão.

Tráfico de crack

Nos bastidores do regime semiaberto, surgiram histórias de 'empreendedores do crime' dentro da cadeia. Em uma delas, detentos de Tremembé construíram uma passagem secreta no forro de um galpão para traficar crack dentro da unidade. Segundo relatos, eles compravam as pedras a R$ 10 fora da cadeia e revendiam por até R$ 50 lá dentro.

À noite, a fumaça invadia os corredores, e os usuários chegavam a vagar como zumbis. O esquema só foi descoberto depois que um preso, devendo para os traficantes internos, denunciou o negócio por não conseguir comprar fiado.

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Café Literário

Entre os projetos de ressocialização mais curiosos de Tremembé está o Café Literário, criado por Gil Rugai, um criminoso condenado por matar o pai e a madrasta. O espaço reunia detentos de diferentes pavilhões para discutir literatura e filosofia. 

Ali já foram debatidos clássicos como 'A Divina Comédia', de Dante Alighieri, 'Crime e Castigo', de Fiódor Dostoiévski, e até poemas de Cora Coralina.

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