A espera pelos capítulos finais da última temporada de "Stranger Things", que chegam como um verdadeiro presente de Natal da Netflix para os assinantes, está cercada de ansiedade, teorias e muitas perguntas. Mas uma resposta importante já começou a ser entregue fora da televisão.
A peça “Stranger Things: The First Shadow”, em cartaz na Broadway, surge como um complemento essencial para quem quer chegar preparado ao desfecho da história. Em entrevista à revista People, a roteirista Kate Trefry explicou por que o espetáculo teatral e a 5ª temporada da série da Netflix fazem parte da mesma narrativa
Embora seja um rosto novo na Broadway, Kate Trefry conhece profundamente o universo de Stranger Things. A roteirista e produtora integra a equipe da série desde a 2ª temporada e agora assina o texto da peça ao lado dos irmãos Duffer e de Jack Thorne. À People, ela admitiu que o convite para escrever seu primeiro espetáculo teatral causou insegurança. “Parecia uma péssima ideia e eu a pior escolha possível porque eu realmente não sabia o que estava fazendo”, confessou, mantendo as aspas originais da entrevista.
Ainda assim, Trefry encarou o desafio lembrando que também nunca havia escrito para TV quando entrou no projeto da Netflix. O resultado foi uma produção grandiosa, que marca a primeira expansão oficial do universo de Stranger Things desde a estreia da série, em 2016.
Ambientada em 1959, “Stranger Things: The First Shadow” mergulha na origem de Henry Creel, personagem que mais tarde se tornaria o temido Vecna. A trama também apresenta versões adolescentes de figuras queridas do público, como Jim Hopper, Joyce Maldonado e Bob Newby, interpretados na série por David Harbour, Winona Ryder e Sean Astin.
Segundo Trefry, havia uma exigência clara durante o processo criativo. “Tudo precisava ser canônico. Tinha que se encaixar em tudo o que já contamos na série e também dialogar diretamente com a 5ª temporada”, afirmou à People. Ela descreveu o trabalho como um verdadeiro quebra cabeça, comparando a experiência a montar um Cubo Mágico narrativo.
Para quem acompanha a série desde o início, a revelação mais importante é que a peça e a última temporada caminham juntas. “Elas formam quase um díptico. São partes da mesma história”, explicou Kate Trefry, deixando claro que só será possível entender o todo ao consumir as duas obras.
De acordo com a roteirista, a 5ª temporada aprofunda a trajetória de Henry Creel, explorando quando e como começou sua ligação com o Devorador de Mentes. “Entramos no debate entre natureza e criação. O que torna uma criança má? Quanto disso é escolha? E quanto ainda pode ser salvo?”, questionou, sempre em declarações à PEOPLE.
Um dos grandes atrativos da peça é mostrar Joyce e Hopper ainda jovens, antes das cicatrizes emocionais que o público conhece tão bem. “Eu tentei fazer engenharia reversa, partir de quem eles são na série para descobrir quem poderiam ter sido na juventude”, explicou Trefry. Segundo ela, todos os personagens compartilham um trauma em comum, mas reagem de formas diferentes. Hopper mergulha na culpa, enquanto Joyce se ancora na lealdade e no instinto de proteção.
Enquanto a peça segue em cartaz no Marquis Theatre, em Nova York, os fãs brasileiros já podem se organizar para o fim da saga. Segundo informações divulgadas pela Netflix, a 5ª temporada de Stranger Things será lançada em três volumes, todos às 22h, horário de Brasília.
O Volume 1, com estreia em 26 de novembro de 2025, trouxe quatro episódios (“Missão de Resgate"; “O Desaparecimento de...”; “A Armadilha”; “Feiticeiro”).O Volume 2 chega no Natal, em 25 de dezembro, com três capítulos (“Tratamento de Choque”; “A Fuga de Camazotz” ; “A Ponte”) Já o Volume 3, que encerra definitivamente a história, será lançado em 31 de dezembro de 2025, com o episódio final “O Mundo ‘Direito’”, com cerca de duas horas de duração.
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