As séries de época são especialmente fascinantes quando bem produzidas. Não apenas pelos figurinos, mas também pelas intrigas características de outros tempos, que nos deixam encantados em produções como “A Era Dourada”, da HBO Max, e “Bridgerton”, da Netflix.
Agora, uma nova série adapta um dos livros franceses mais conhecidos internacionalmente.
Não é a primeira vez que esse romance ganha uma versão para as telas. Em 1988, Glenn Close interpretou a personagem vivida agora por Anamaria Vartolomei no filme “Ligações Perigosas”.
Desta vez, no entanto, a HBO produziu uma minissérie de seis episódios que vale especialmente a pena para quem gosta de dramas de época, traições, desejo e jogos de poder.
Trata-se de “Merteuil: Jogos de Sedução”, minissérie disponível na HBO Max que carrega a inconfundível marca das produções francesas e transborda sensualidade.
“Merteuil: Jogos de Sedução” conta a história de Isabelle, uma jovem sem família nem qualquer título que leva uma vida dedicada à oração em um convento.
Ao conhecer Lucien, ela se apaixona perdidamente, mas, quando aceita se casar com ele, não imagina que a noite de núpcias mudará seu destino para sempre.
Lucien não é quem afirma ser: na verdade, ele é o visconde de Valmont, um libertino que fez de Isabelle apenas mais uma de suas inúmeras vítimas. Desonrada e marginalizada após ser seduzida e enganada, a jovem consegue dar a volta por cima e se tornar a marquesa de Merteuil.
Embriagada pelo desejo de vingança, Isabelle embarca, então, em uma jornada na qual moralidade, desejo e sedução caminham lado a lado em nome da liberdade.
A protagonista deseja conquistar o poder — e consegue. No entanto, ao longo de sua vingança, não são apenas seus inimigos que acabam caindo.
Anamaria Vartolomei interpreta Isabelle de Merteuil, mas o elenco também conta com Diane Kruger, Vincent Lacoste, Noée Abita, Julien de Saint-Jean, Fantine Harduin e Samuel Kircher, além de um nome que deve chamar a atenção dos assinantes: Lucas Bravo.
O ator francês que vem nos conquistando episódio após episódio em “Emily em Paris” interpreta o conde de Gercourt, personagem que tem muito pouco em comum com o doce Gabriel.
A produção é baseada em um dos romances franceses mais famosos: “Les Liaisons dangereuses”, escrito por Pierre Choderlos de Laclos em 1782. Considerado um dos grandes clássicos da literatura francesa, o livro foi originalmente publicado em quatro volumes.
Conhecida no Brasil como “As Ligações Perigosas”, a obra é um romance epistolar ambientado no século XVIII. Na trama, a marquesa de Merteuil e o visconde de Valmont formam uma aliança e transformam a sedução em uma espécie de duelo libertino.
Embora não seja extremamente fiel ao livro, a série usa a obra como referência para explorar como o sexo funcionava como moeda de troca e instrumento de ascensão social na França de Luís XV. A produção funciona como uma espécie de prelúdio que investiga as origens da marquesa de Merteuil.
Visualmente, a série é tão atraente quanto sua protagonista. Ao longo da história, a jovem Isabelle se transforma em uma espécie de heroína cuja trajetória é difícil deixar de acompanhar.
A ambientação de época também é fantástica e repleta de detalhes que fazem algumas cenas parecerem verdadeiras pinturas. O resultado é uma produção provocante e sedutora, daquelas que prendem a atenção desde o primeiro episódio.