Marina Ruy Barbosa voltou a cruzar o tapete vermelho do Festival de Cinema de Veneza e, mais uma vez, não passou despercebida! Com uma criação fluida, repleta de transparências e brilhos, a atriz arrebatou os flashes na Itália nesta sexta-feira (4). A produção babilônica entregou uma estética fairy tale que resgatou imediatamente a memória de Amália, sua marcante protagonista em "Deus Salve o Rei" (2018).
Embora não haja qualquer confirmação de que o look tenha sido desenhado como uma homenagem à trama das sete da TV Globo, a coincidência estética é inegável. É como se a aura de princesa medieval da personagem ganhasse, anos depois, uma releitura luxuosa sob o olhar da alta-costura! Vamos aos detalhes, minha gente!
Assinado pela grife britânica Miss Sohee - marca que Marina já havia destacado no Festival de Cannes em 2024 -, o modelo off-white aposta em um jogo equilibrado entre delicadeza e dramaticidade.
O vestido tem como base um tomara que caia reto com barbatanas aparentes no estilo corselete, realçado por bordados minuciosos em cristais e pérolas sobre o tecido transparente. Na região do quadril, recortes ovais em efeito escamado com franjas de pedraria dão movimento à peça, que se abre em uma saia leve e flutuante finalizada por uma cauda monumental.
E há um detalhe que transforma o vestido diante das câmeras: as áreas bordadas com cristais e pedrarias refletem intensamente a luz dos flashes, criando um efeito luminoso que faz o modelo literalmente brilhar nos registros. Para arrematar a produção, mangas longas e removíveis trouxeram ainda mais fluidez ao caminhar da atriz sob os holofotes, combinadas com joias discretas e beleza monocromática. Veja as fotos em nossa galeria acima!
Se o vestido já sugeria um ar de conto de fadas moderno, foi a beleza que selou a comparação com a novela de Daniel Adjafre!
Marina surgiu com os tradicionais fios ruivos soltos em ondas naturais, arrematados por delicadas tranças embutidas nas laterais - recurso que prende as mechas frontais de forma sutil. O visual é uma versão contemporânea do visual usado por Amália. Na época da novela, a caracterização da mocinha de Artena contava com cerca de seis variações de penteados trançados para compor sua transição de feirante a rainha de Montemor.
A comparação fica ainda mais interessante ao olhar para o contraste das produções. Em 2018, para viver a primeira fase de Amália, o figurino apostava em tecidos rústicos, tons terrosos, sobreposições e inspiração viking (com direito a um vestido de noiva feito a partir de colchas de brechó em macramê). Em Veneza, o cenário é oposto: a rusticidade dá lugar à riqueza de detalhes da alta-costura, com pérolas e transparências de apelo cenográfico.