'Não tem como voltar atrás': aos 47 anos e mais de três décadas de carreira, Lázaro Ramos desabafa sobre representatividade e destaca amigo como o 1º autor negro de novelas
Publicado em 2 de junho de 2026 às 15:07
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Lázaro Ramos abre o jogo sobre inclusão nas novelas e faz elogio ao primeiro autor negro da dramaturgia da Globo
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Lázaro Ramos, que vive o vilão Jendal na novela 'A Nobreza do Amor', trama das seis da Globo, fez uma reflexão sobre representatividade nos bastidores da televisão brasileira, especialmente entre os autores de novelas.

Em entrevista ao site Heloisa Tolipan, o marido de Taís Araújo destacou a relevância da presença de profissionais negros em posições de comando nas produções da TV. O comentário surgiu ao falar sobre Elísio Lopes Jr., que assina 'A Nobreza do Amor' ao lado de Duca Rachid e Julio Fischer.

“A gente tá vivendo um momento de crescimento, mas ainda lamentamos notícias como ‘O primeiro autor negro…’ porque sabemos que temos talentos que podem fazer mais”, disse Lázaro.

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A observação do ator chama atenção para uma discussão que vem ganhando força nos últimos anos: a necessidade de ampliar a diversidade não apenas diante das câmeras, mas também nos espaços de criação e decisão

Ao longo da carreira, Lázaro se tornou uma das vozes mais importantes quando o assunto é representatividade na televisão. 

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Embora não tenha sido o primeiro protagonista negro da história da teledramaturgia brasileira — feito atribuído a Zózimo Bulbul na novela 'Vidas em Conflito', da extinta TV Excelsior —, ele foi um dos nomes que ajudaram a consolidar a presença de protagonistas negros em produções de grande alcance nacional. 

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Em 2008, ele interpretou o atrapalhado Foguinho na novela 'Cobras e Lagartos', de João Emanuel Carneiro. Agora, ao comentar o trabalho de Elísio Lopes Jr., o ator reforça que o mercado possui muitos outros talentos preparados para ocupar posições semelhantes.

“A gente tem vários colaboradores [pretos] que merecem virar autores principais. Mas, pela resposta do público, sabemos que esse movimento [de representatividade] não tem como voltar atrás, porque está dando resultado e é isso que as empresas querem”, afirmou ele.

A fala também reflete uma mudança de mentalidade observada na televisão brasileira nos últimos anos. Se antes a diversidade era tratada como exceção, hoje ela vem sendo cada vez mais vista como um fator essencial para a construção de histórias mais autênticas e conectadas com a realidade do país.

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Para o ator, o avanço é motivo de celebração, mas não de acomodação. Sua reflexão deixa claro que o objetivo não é apenas comemorar pioneiros, mas garantir que novas oportunidades continuem surgindo para que mais autores, roteiristas e criadores negros possam contar suas histórias e ampliar a pluralidade da televisão brasileira.

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