Só se falou da polêmica entre Virgínia Fonseca e Silvia Abravanel nessa semana. A influenciadora foi criticada pela filha de Silvio Santos após aparecer com um look ousado com dólares no short durante uma festa nos Estados Unidos e, após o ataque, optou por cancelar sua participação no Teleton, no SBT, que até então estava confirmada.
Em comentários nas redes sociais, Silvia Abravanel sugeriu que Virgínia perdesse a guarda das filhas: "Não preserva nem as filhas! A avó honrosa [Poliana Rocha] deveria tirar a guarda dela e ficar com as crianças... Porque a própria mamãe dela é da mesma linhagem", disparou.
Em outro comentário, Silvia afirmou que a atitude da influenciadora revelaria quem ela realmente é: "Apenas está colocando as asas de fora e esfregando na cara de todos o que ela sempre foi! Primeiro colhe o maior número de seguidores usando máscara. Depois que conseguiu, arranca a máscara e mostra a verdadeira face, mas já será tarde demais", declarou.
Os comentários de Silvia Abravanel deram o que falar na web e, além de desdobramentos, também provocou uma discussão envolvendo a possibilidade de os avós assumirem os cuidados dos netos.
Apesar da repercussão, a desaprovação de um comportamento nas redes sociais não é suficiente, por si só, para justificar uma mudança de guarda. Segundo o advogado de família Fernando Félix, a análise deve considerar as necessidades da criança e as condições de quem pretende assumir sua responsabilidade.
"O que se leva em consideração é o melhor interesse do menor, avaliando vínculos afetivos, estabilidade emocional, rotina e a capacidade dos responsáveis de garantir um ambiente saudável", explica o especialista.
Avós, tios e outros familiares podem assumir a guarda em situações específicas, desde que existam motivos que justifiquem a medida. A proximidade afetiva e a participação nos cuidados cotidianos podem ser consideradas, mas o parentesco não garante automaticamente esse direito.
O advogado ressalta que é necessário diferenciar uma atitude que provoca críticas públicas de situações que possam colocar a criança em risco. Negligência, violência e outras circunstâncias que comprometam o bem-estar dos filhos podem justificar uma avaliação judicial. Um vídeo polêmico, isoladamente, não comprova incapacidade parental.
A decisão deve levar em conta a segurança, a estabilidade e o desenvolvimento da criança, além dos vínculos afetivos já estabelecidos. A relação com os avós pode ser relevante, mas precisa ser analisada em conjunto com as condições oferecidas pelo possível novo responsável.
"Esse vínculo não deve ser ignorado, mas a decisão precisa ser criteriosa. O objetivo é encontrar uma solução que proteja o menor e preserve os laços positivos, desde que o ambiente ofereça segurança e condições adequadas de desenvolvimento", afirma Fernando Félix.
Também é importante distinguir a transferência da guarda da suspensão ou perda do poder familiar, uma vez que são medidas diferentes, com requisitos e consequências próprios. Assim, a atribuição da guarda a uma avó não significa necessariamente que os pais perderão o poder familiar.
No caso de Virginia Fonseca, as críticas feitas por Silvia Abravanel representam apenas a opinião da famosa sobre o comportamento da influenciadora. Para que uma eventual mudança de guarda fosse determinada, seria necessária uma análise individualizada das circunstâncias familiares, com foco no que melhor atende às necessidades das crianças.