Vladimir Sánchez, químico: ‘O creme Nivea da latinha azul cria uma camada protetora na pele que impede a saída da umidade, mas isso faz com que ela não transpire e pode causar problemas em algumas pessoas’
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 09:39
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
O icônico creme Nivea que você sempre viu na casa da sua avó levanta um novo debate sobre sua adequação para o rosto
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De tempos em tempos, o creme Nivea da latinha azul volta a ganhar destaque por um motivo ou outro. 

Desta vez, foi o químico Vladimir Sánchez quem, por meio de sua conta no Instagram, @aboratoriodevlad, deu sua opinião sobre o produto — ou, melhor dizendo, sobre um de seus ingredientes mais famosos e controversos: a parafina.

O químico ressalta que “é preciso esclarecer que a parafina líquida não é perigosa por ser um derivado do petróleo. Na verdade, aquela utilizada em cosméticos passa por um alto grau de purificação para que não contenha nenhum tipo de impureza capaz de causar problemas”, explica.

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No entanto, ele faz questão de esclarecer qual é a função da parafina líquida nos cosméticos: justamente “formar uma camada protetora que impede a saída da umidade, evitando que a pele resseque”.

Essa propriedade é perfeita para evitar que a pele fique desidratada e áspera. Sánchez, porém, também esclarece que o problema está no fato de que essa barreira formada sobre a pele impede que ela transpire.

“Além disso, como se trata de um hidrocarboneto, ele pode ficar retido nos poros e causar problemas em pessoas especialmente propensas ao desenvolvimento de acne.”

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Esclarecido esse ponto, o químico não considera que se trate de um creme perigoso. Na verdade, é preciso avaliar se o produto é adequado às necessidades da nossa pele.

“Essas formulações, especialmente aquelas que estão no mercado há tantos anos, foram muito aperfeiçoadas ao longo do tempo para evitar todos esses tipos de problemas. Por isso, provocam cada vez menos interações.”

De qualquer forma, o conselho final de Vladimir é consultar um dermatologista antes de aplicar produtos que possam não ser benéficos para a nossa pele.

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