Xuxa, Eliana e Angélica eram inimigas? Apresentadora rasga o verbo sobre disputa que marcou gerações: 'Situação péssima'
Publicado em 7 de junho de 2026 às 13:28
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
Décadas após os rumores, Angélica revelou como enxerga hoje a relação com Xuxa e Eliana e classificou a situação como prejudicial para as mulheres
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Durante anos, a suposta rivalidade entre Xuxa, Eliana e Angélica alimentou manchetes, dividiu fãs e ajudou a construir uma das narrativas mais duradouras da televisão brasileira. Mas, afinal, as três maiores estrelas da programação infantil dos anos 1990 realmente se odiavam?

A resposta veio da própria Angélica! Em entrevista ao podcast "Cá Entre Nós", comandado por Fátima Bernardes e Beatriz Bonemer, a apresentadora abriu o jogo sobre o assunto e fez uma reflexão sincera sobre como a competição entre mulheres foi incentivada na época.

'A gente também acreditou nessa rivalidade'

Nos anos 1990, Xuxa, Angélica e Eliana comandavam programas infantis de enorme sucesso em diferentes emissoras. O fenômeno de audiência transformou as três apresentadoras em figuras constantemente comparadas pelo público e pela imprensa. Segundo Angélica, a narrativa foi tão repetida ao longo dos anos que acabou afetando até mesmo as protagonistas da história.

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"Claro que em algum momento a gente também acreditou nessa rivalidade, porque todo mundo contava essa história. Era como na escola, na universidade ou no trabalho, em que você coloca uma [mulher] contra a outra, mas de forma muito maior, porque era na televisão", declarou ela, em vídeo divulgado neste sábado (6).

Ao relembrar o período, Angélica afirmou que a rivalidade ganhou proporções quase esportivas, impulsionada por interesses externos.

"Durante a nossa geração, foi criado esse movimento para ser um Fla-Flu mesmo. Isso era bom para quem? Isso era bom para a mídia, isso era bom para os homens, mas não para a gente, não para as mulheres, não para o que a gente quer que as meninas hoje vivam", refletiu.

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A apresentadora destacou que a exposição desse embate acabava transmitindo uma mensagem equivocada para meninas que acompanhavam suas carreiras. "A gente estava ali fomentando uma situação péssima para as meninas, de aprenderem com suas 'ídolas' a rivalizar, a serem competidoras uma da outra", afirmou.

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O reencontro que colocou um ponto final na história

Para Angélica, um dos momentos mais simbólicos dessa mudança aconteceu em 2025, quando ela, Xuxa e Eliana dividiram o palco do Criança Esperança.

A apresentadora classificou o encontro como "emblemático" justamente por representar uma quebra definitiva da narrativa que acompanhou as três durante décadas. "Foi emblemático por isso, a gente chegou num momento ali e falou: 'Olha, isso mudou, não é mais assim, acabou essa história'", contou.

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Angélica reflete sobre fama precoce

Na mesma fase de reflexões pessoais, Angélica também falou sobre sua relação com a fama. A apresentadora lembrou que trabalha desde os 4 anos de idade e cresceu sob os holofotes após vencer o concurso "A Criança Mais Bonita do Brasil", no programa de Chacrinha.

"Eu trabalho desde os 4 anos. Cresci diante das câmeras, fui me descobrindo enquanto as pessoas também me descobriam. A exposição nunca foi algo que aconteceu depois, ela sempre esteve presente. Faz parte da minha história", afirmou.

Hoje, porém, a artista diz enxergar a popularidade de forma diferente. "Por isso, talvez eu nem saiba como seria viver uma vida sem reconhecimento. Mas o tempo me ensinou que existe uma diferença grande entre ser conhecida e ser verdadeiramente vista".

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A apresentadora concluiu destacando que suas prioridades mudaram ao longo dos anos. "Hoje, me preocupo menos com a forma como sou percebida e mais com a forma como escolho viver. Porque no fim, o que sustenta a vida não é o reconhecimento. São os afetos, os encontros, a família, os valores e tudo aquilo que permanece quando a imagem fica em segundo plano", expressou.

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