Na novela “Quem Ama Cuida”, a atriz Isabel Teixeira interpreta atualmente a ambiciosa Pilar, irmã de Arthur Brandão, personagem vivido por Antônio Fagundes. A personagem, interessada na fortuna da família, marca a estreia da atriz como vilã no horário nobre da Globo. Mas, longe das câmeras e das disputas da ficção, a artista leva uma vida cercada de memórias afetivas, livros históricos e objetos que atravessaram gerações.
Em 2025, durante participação no programa “Pode Entrar”, do GNT, Isabel abriu as portas de sua chamada “casa ateliê”, localizada em São Paulo, e mostrou detalhes do espaço onde mora com a família há mais de dois anos. O imóvel, segundo a própria atriz contou durante a atração, representa a realização de um sonho antigo.
Apaixonada pelo centro de São Paulo, a atriz revelou no programa que sempre admirou o prédio onde vive atualmente. O local, que antes tinha perfil comercial e depois foi transformado em residencial, acabou se tornando um ambiente que mistura trabalho, descanso e inspiração artística.
“Para mim, hoje em dia a vida se mistura mesmo com o trabalho, sem medo. Eu tô conseguindo fazer várias coisas ao mesmo tempo. Decoro texto, ao mesmo tempo eu assisto a um filme, vejo o capítulo da novela, venho aqui e escrevo. É como se fosse uma casa sempre em movimento”, afirmou a atriz durante a entrevista exibida pelo GNT.
Entre sofás, mesas e muitas samambaias espalhadas pelo apartamento, a artista também revelou um espaço especialmente dedicado às lembranças familiares, transformando o imóvel em um verdadeiro museu afetivo.
Um dos itens que mais despertou curiosidade dos telespectadores foi um piano da marca Steinway, herdado de sua avó Lourdes, que era pianista clássica. Segundo contou no programa, existem apenas oito exemplares do instrumento no Brasil, tornando a peça uma verdadeira raridade.
Além do piano histórico, Isabel Teixeira também exibiu retratos do avô Moacir e dos bisavós, preservando a memória da família em diferentes cantos do apartamento.
Mas as relíquias não param por aí. A atriz mostrou ainda edições históricas dos livros “Grande Sertão: Veredas”, “Sagarana” e “Corpo de Baile”, todas autografadas por Guimarães Rosa para seu avô.
Durante a participação no “Pode Entrar”, a atriz explicou que o avô teve importância histórica para a cultura e o jornalismo em São Paulo. Segundo ela, Moacir foi um jornalista que, na década de 1950, ajudou a criar e viabilizar um dos cadernos culturais mais importantes da capital paulista, a “Ilustrada”.
“Esse meu avô foi um jornalista que na década de 1950 criou e viabilizou um dos cadernos culturais mais importantes, pelo menos aqui de São Paulo, que é a ‘Ilustrada’. E ele tem muito a ver com esse espaço, porque de alguma maneira eu dou continuidade à história dele, com esse espaço de trabalho, com a vida que eu dou para esses livros, para esses cadernos, para essas coisas todas que eu vou mostrar um pouco para vocês”, declarou a atriz na atração do GNT.
Enquanto conquista o público na televisão com a intensa Pilar, em “Quem Ama Cuida”, Isabel Teixeira também chama atenção pela ligação profunda com a própria história familiar, cercada por objetos raros, arte, literatura e memórias que ajudam a construir sua trajetória fora das novelas.
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