O Mundial de ginástica artística, em Roterdã, na Holanda, consagrou mais uma ginasta brasileira: a pequena notável Flávia Saraiva. Com apenas 1,42 metro de altura e um talento inversamente proporcional para o esporte, Flávia conquistou a medalha de bronze neste domingo (25), um dia após Rebeca Andrade ocupar o lugar mais alto do pódio e se consagrar tricampeã mundial no salto, feito que nem mesmo Simone Biles conseguiu.
Muito emocionada com a terceira colocação, ficando atrás apenas de Kaylia Nemour, da Argélia, e de Zhang Qingying, da China, Flávia lembrou que não foi uma conquista fácil, muito embora seja uma especialista na trave. "Foi um trabalho muito bem-feito, estratégias montadas para colocar o máximo de dificuldade. Tá todo mundo lutando por cada décimo. Eu queria aproveitar essa oportunidade e fazer o meu melhor", disse em entrevista ao canal Sport TV, da Globo.
E completou, prometendo ainda mais conquistas para o Brasil: "Vim para disputar e para estar entre as melhores. Finalmente consegui depois de dez anos tentando. Dá um alívio, mas agora quero mais".
Quem pensa que a vida de atleta é fácil, pode esquecer. Após conquistar a medalha de bronze na trave, Flávia Saraiva, que vem batalhando uma vaga no pódio desde os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, afirmou: "Essa medalha representa uma menina de 16 anos em sua primeira final olímpica. Muito orgulhosa de ter treinado mais dez anos e ter conquistado essa primeira medalha na trave em Mundial. Eu me sinto muito feliz".
Além dessa importante conquista, Flávia Saraiva foi medalhista Olímpica por equipes em 2024 (Paris) e em 2023 conquistou a medalha de praia por equipe e bronze no solo, também em um mundial.