A premiére de “Wicked: For Good”, filme estrelado por Ariana Grande e Cynthia Erivo, em São Paulo, começou envolta em polêmica! Horas antes do evento (ainda na madrugada), a intérprete de Glinda anunciou via Instagram que não viria mais ao Brasil. Segundo a voz de “thank u, next”, o avião que a traria para o primeiro grande evento promocional do longa no país sofreu um contratempo sério ligado à segurança. Vish!
Ariana expressou frustração, citou a famosa e temida frase “Brazil, I’m devastated” (Brasil, eu estou devastada) e acabou desencadeando a ira de muitos fãs que se preparavam há meses para tentar vê-la. Nas redes sociais, parte do público sugeriu que ela estaria inventando desculpas.
Outros chegaram a acusá-la de xenofobia - especialmente depois de um segundo comunicado, em que Ariana pediu para que os fãs “não desejassem o mal” ao elenco, lembrando que a decisão não foi tomada de ânimo leve.
Enquanto isso, Cynthia Erivo (a Elphaba), Jonathan Bailey (Fiyero), o diretor Jon M. Chu e as atrizes Fabi Bang e Myra Ruiz - que deram voz e interpretam Glinda e Elphaba no teatro brasileiro desde 2016 - marcaram presença normalmente em São Paulo.
Se Ariana é “culpada” ou não, uma coisa é certa: ela está longe de ser a primeira superstar a cancelar uma vinda ao Brasil em cima da hora. Lady Gaga que o diga, afinal, poucas frases marcaram tanto a internet quanto o icônico “ela não vem mais”, em 2017. E tem muitos outros nomes nessa lista. Vamos relembrar?
O Rock in Rio estava pronto para recebê-la. Mas Gaga, hospitalizada por conta das crises severas de fibromialgia, cancelou sua participação na véspera. A notícia caiu como bomba: fãs acamparam na porta do hotel, o festival precisou acionar o Maroon 5 às pressas e o cancelamento virou um dos momentos mais marcantes da história recente dos shows internacionais no país. "Brazil, I'm devastated", disse ela no Instagram.
A turnê de Mariah Carey virou novela. Primeiro, só Curitiba caiu. Em seguida, toda a agenda brasileira e parte da latino-americana foi cancelada. Pelo X (antigo Twitter), Mariah disse estar “devastada” (palavrinha amaldioçada!) , criticou promotores e afirmou que seus fãs “merecem mais do que o tratamento que recebem”. Produtoras brasileiras trocaram acusações públicas sobre pagamentos não realizados. Eita!
Na era Bangerz (a da língua de fora e "peladona" numa bola de demolição), Miley cancelou exclusivamente o show de Brasília. O motivo foram problemas de logística na construção do palco e no transporte de carga entre México e Brasil. São Paulo e Rio seguiram confirmados, mas o público brasiliense teve que recorrer a um detalhado processo de reembolso...
Após ser internada em Los Angeles por uma suspeita de overdose, Demi cancelou toda a etapa sul-americana da "Tell Me You Love Me Tour", incluindo shows em São Paulo, Rio, Recife e Fortaleza. Em carta aberta, a cantora afirmou sobre seus problemas com o vício em substâncias químicas: “A doença não desaparece com o tempo. É algo que preciso continuar superando". Foi um cancelamento duro, mas compreendido pelos fãs!
Selena cancelou 34 shows da Revival Tour, incluindo sua apresentação no Brasil e no Z Festival, após decidir tratar complicações do lúpus: ansiedade, depressão e ataques de pânico. À revista People, ela disse querer ser “proativa” e cuidar da própria saúde. Foi Demi Lovato quem a substituiu na ocasião.
Jay-Z, uma das atrações mais aguardadas do Rock in Rio, cancelou cerca de um mês antes do festival alegando motivos pessoais. O Maroon 5 (a Ana Furtado da música) assumiu o palco, mais uma vez salvando um line-up no susto.
Cardi faria sua primeira apresentação no Brasil, mas cancelou o Rock in Rio por “motivos pessoais”. Ellie Goulding foi escalada no lugar, o que gerou surpresa, já que a britânica não lançava disco havia anos. A lacuna de Cardi no país permanece aberta desde então.
Segundo apuração do portal LeoDias, Billie estava com dois shows no Morumbis praticamente fechados, patrocinadores incluídos. Mas a cantora mudou de ideia sobre o local. Sua turnê atual prioriza arenas fechadas e menores, com até 30 mil pessoas. Como São Paulo não dispõe de espaço fechado nesse porte, Billie optou por cancelar a negociação. A produtora tentou manter o plano, mas não houve acordo.
Taylor faria shows no Brasil em 2020, mas a pandemia transformou tudo. A equipe tomou uma decisão dura: nada de adiamentos, tudo seria cancelado. A espera foi tanta que, anos depois, quando a "The Eras Tour" finalmente recebeu datas brasileiras, os ingressos evaporaram em minutos, numa explosão de demanda alimentada pelo trauma coletivo daquele cancelamento original.
Poucos artistas têm uma relação tão turbulenta com o público brasileiro quanto Drake. Em 2019, no Rock in Rio, o rapper saiu do palco “chocado” com o público, que ele considerou pouco animado. Em 2023, no Lollapalooza, cancelou no dia do show, alegando ausência de membros essenciais da equipe técnica.
A coluna LeoDias publicou bastidores revelando mais motivos: o rapper considera a América do Sul financeiramente pouco atrativa; se incomoda com expectativas de mega-espetáculos; e acredita que o público brasileiro canta “um inglês errado”. É mole!? Para piorar, fãs encontraram vídeos dele em uma casa de strip nos EUA horas antes do show cancelado. Um caos absoluto.
Em 2022, Justin Bieber viveu um dos cancelamentos mais comentados dos últimos anos. Dois dias depois de subir ao palco do Rock in Rio e entregar uma performance intensa, o cantor suspendeu toda a "Justice World Tour", incluindo os dois shows que faria em São Paulo.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Bieber explicou que a exaustão “tomou conta” dele após o festival e que precisava, urgentemente, colocar a saúde em primeiro lugar. Meses antes, o artista havia revelado lutar contra a Síndrome de Ramsay-Hunt, responsável pela paralisia temporária de metade de seu rosto e por uma série de adiamentos na América do Norte.
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