O ator Carlos Pedevilla está de volta à atuação. Conhecido por brilhar na versão argentina de 'Chiquititas', o artista de 45 anos havia se afastado da carreira artística por um longo período, mas retorna em um projeto menos audacioso, porém que pode lhe devolver visibilidade.
Desde os 5 anos, Carlos atuou em programas de sucesso. Além da conhecida novela infantil, o ator participou de obras como ‘Clave de Sol’, ‘El árbol azul’, ‘Alta comedia’, ‘Corazón de Tiza’ e ‘Regalo de Cielo’.
"Eu não sabia ler e ficava bravo quando não conseguia lembrar o que dizer. Sem os esforços da minha mãe, eu não teria conseguido nada, porque eu estudava os roteiros com ela todos os dias. Ela sempre estava lá para mim. Fiquei em Clave de Sol por três meses e depois continuei.", contou sobre o início de carreira para o La Nación.
Nesse meio tempo, ele ainda fez um trabalho ligado ao Brasil. "Fizemos El árbol azul, uma coprodução com o Brasil; fizemos 200 episódios e foi vendido para o mundo todo, então pude me ver traduzido para vários idiomas."
No entanto, o sucesso na vida de Carlos Pedevilla veio com a versão argentina de 'Chiquititas', no ano de 1997. "Era a terceira temporada, e lá estavam Romina Yan, Facundo Arana, Fernán Mirás e Pablo Echarri, que trabalharam por um mês. Seu personagem era um amigo de Facundo Arana, que interpretava um papel duplo: um advogado mau e um mocinho que tocava saxofone.
Ao concluir o ensino médio, o ator escolheu seguir por um caminho considerado mais lucrativo, já que ainda não se sentia seguro em apostar totalmente na carreira.
"Começou a haver menos trabalho. Antigamente, você fazia quatro ou cinco castings por dia, e havia muitas produções. Decidi fazer outra coisa porque não havia oportunidades na indústria. Fui me afastando aos poucos, mas não porque não gostasse."
Atualmente, Carlos trabalha na Prefeitura de Vicente López. "Agora estou na área administrativa do Conselho Deliberativo. Fui membro da UCR (Esquerda Unida), secretário-geral da Juventude Radical e, posteriormente, membro do Comitê. Tive muita experiência política, participando de convenções. E agora participo de eleições, supervisionando eleições."
Como bom filho à casa torna, Carlos voltou a atuar em um curta-metragem chamado 'Nico'. "Eu sempre digo que o que aconteceu ontem não tem conserto. E eu gostei de tudo o que fiz e tenho boas lembranças. [...] E agora chegou esta oportunidade, graças ao Sebastián Gutiérrez. É um curta-metragem chamado Nico, e mostra a continuidade daquele personagem que Javier Belgeri interpretou em Brigada Cola. Eu sou El Turco, o melhor amigo de Nico."
Na vida pessoal, Carlos está separado há três anos, mas tem um filho de 11 anos chamado Santiago, que sente orgulho do pai: "Ele conta aos professores que o pai é ator (risos). Ele viu meu trabalho, principalmente várias temporadas de Chiquititas".