Marcos de Andrade, ator de “Tremembé”, minimizou a polêmica com Acir Filló, jornalista e político que ele interpretou na série da Prime Video. Chamado de “feio”, o artista classificou a fala do ex-prefeito como “uma brincadeira inocente”. As declarações foram dadas em entrevista à colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.
“Quando eu olho para fora eu vejo uma infinidade tão enorme de assuntos tão importantes para me ocupar que eu me sentiria bastante culpado de ocupar meu tempo com uma polêmica que é vazia e não diz nada sobre nada para ninguém”, declarou.
Marcos garante que achou engraçada a repercussão do assunto e destaca que tais comentários são parte da rotina de um ator. “Eu não me importo com o que as pessoas pensam ou falam de mim. Não dou a mínima, para falar a verdade”, reforça.
Em entrevista à coluna True Crime, assinada por Ullisses Campbell no jornal O Globo, Acir brincou que gostaria que Fábio Assunção o interpretasse. “Me emocionei ao ver o meu passado retratado na tela. O ator que me interpreta é muito talentoso. Mas ele é feio e eu sou um homem bonito. Queria que chamassem o Fabio Assunção, que é galã e tem a minha idade”, gabou-se.
Condenado por corrupção, Acir transformou sua experiência de dois anos e quatro meses em Tremembé no livro “Diário de Tremembé – O Presídio dos Famosos”. Na cadeia, ele fornecia aos colegas detentos o que chamou de media training.
“Criei estratégias, treinei presos famosos para audiências com a Justiça, ensaiei respostas para eles darem nos exames criminológicos e em entrevistas para a TV. Fiz um verdadeiro media training com os presos famosos”, contou.
Entre eles, estava Alexandre Nardoni, condenado pelo assassinato da própria filha, Isabella, em 2008. Acir classificou como um dos treinamentos mais difíceis. “Quando completaram-se 10 anos da morte da Isabela, ele me procurou pedindo material. Levei reportagens, revistas. Quando viu a foto da filha sorrindo, ficou emocionado. Ali percebi um homem destroçado. Isso não ameniza culpa nenhuma, mas ele sofria. A partir dali começamos a conversar. Ficamos íntimos”, relembra.
Acir avalia que há falhas na investigação do caso. “Ele é 80% culpado. Tenho 20% de dúvida pelas falhas da investigação. O Brasil é amador em investigação criminal. A polícia corre na velocidade da imprensa e acaba cometendo erros. No meu entendimento, Gil Rugai [condenado por matar o pai e a madrasta] é 100% inocente.”