Quase dois meses depois da estreia, o "Big Brother Brasil 26" atravessa um momento curioso... segue rendendo assunto diariamente, mas enfrenta um coro cada vez mais alto de insatisfação. Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), a palavra que mais se repete é uma só: estagnação. Eita! E, desta vez, o alvo não são apenas os participantes. A produção entrou no centro do furacão, viu?
A terceira liderança consecutiva de Jonas Sulzbach acendeu o pavio. O brother, que tem perfil atlético e histórico de bom desempenho em provas de resistência e agilidade, voltou a vencer na última quinta-feira (19) e parte do público começou a questionar o formato dos desafios. “A próxima tem que ser de conhecimentos gerais”, ironizou uma usuária.
“BBB não é Olimpíada”, escreveu outro perfil, comparando com temporadas em que favoritos venceram com protagonismo social e não necessariamente físico. A crítica é que quando as provas privilegiam sempre o mesmo tipo de habilidade, o jogo tende a girar em torno das mesmas figuras. Com Jonas no VIP pela terceira semana seguida, o roteiro se repete - e a sensação de déjà-vu irrita quem espera novas configurações de poder!
Não faltaram insinuações de “ajuda velada” ou favorecimento estrutural. Não há qualquer evidência concreta disso, mas a desconfiança virou narrativa. E, em reality show, narrativa é combustível...
Se as provas viraram alvo, o excesso de ações comerciais também entrou na mira. Uma ala da audiência acusa o programa de priorizar dinâmicas patrocinadas em detrimento dos conflitos orgânicos da casa.
As críticas apontam que quadros como poderes extras, ativações e mecânicas mirabolantes acabam interferindo demais na estratégia dos jogadores. Para parte da web, isso esvazia o jogo político, aquele que nasce da convivência, da traição e da construção de rivalidades reais. O "BBB raiz", sabe? “O pior inimigo do BBB atual é a produção”, escreveu um perfil. “Só pensam em patrocínio e dinâmicas que arruinam qualquer estratégia", cravou outro.
Com o mesmo líder há três semanas, o programa parece rodar em círculos. Os mesmos embates, os mesmos discursos, os mesmos alvos. O Sincerão entrega bons momentos - há picos de entretenimento, sim -, mas eles não necessariamente mudam o rumo do jogo. Fora da casa, cresce a percepção de que falta um choque de rota.
A crítica recorrente é que as dinâmicas não estão criando novas alianças nem novas rivalidades. Elas bagunçam momentaneamente, mas não reestruturam o tabuleiro.
Seria injusto dizer que o jogo está completamente parado. Houve rupturas importantes. Babu Santana rompeu com Juliano Floss e também se afastou de Ana Paula Renault, redesenhando alianças que pareciam mais sólidas. O problema é que essas movimentações ainda são pontuais. Não provocaram um efeito dominó capaz de mudar o eixo central da narrativa!
No momento, a impressão dominante é que apenas Ana Paula realmente incomoda - seja dentro da casa, seja fora. Quando ela confronta, o jogo respira. Quando ela silencia, tudo volta ao marasmo.
O curioso é que, mesmo sob críticas, o reality continua gerando engajamento intenso. O público reclama, mas comenta. Critica, mas acompanha. Talvez o verdadeiro impasse do "Big Brother Brasil 26" não seja a falta de entretenimento, mas a frustração de quem enxerga potencial desperdiçado...