À medida que os anos passam, o cabelo também envelhece e, se há algo que fica muito evidente, é que os fios tendem a ficar mais arrepiados. Isso acontece porque, a partir dos 40 anos, as glândulas sebáceas produzem menos sebo e o cabelo fica menos protegido contra a umidade.
Como explicou o cabeleireiro Miguel Bling à publicação Clara:
“Com o passar dos anos, o cabelo perde parte de seus lipídios e elasticidade, a cutícula fica mais vulnerável e, em ambientes úmidos, como o litoral, absorve água com mais facilidade. O resultado é um frizz muito mais difícil de controlar se agirmos apenas sobre a superfície do cabelo”, afirma.
O especialista esclarece que, embora o cabelo tenha uma deficiência de lipídios, “quando falamos de cabelos maduros, o verdadeiro desafio está na própria fibra capilar”, aponta Bling.
Em ambientes úmidos, as escamas da fibra capilar se abrem e absorvem a umidade. Nos cabelos maduros, isso é ainda mais acentuado porque se trata de fios que já não contam com a mesma proteção natural.
Os séruns e óleos capilares são grandes aliados para controlar o frizz e deixar os cabelos com uma aparência mais alinhada. Mas o que realmente devemos tentar fazer em um cabelo maduro é proteger a fibra para que os fios não fiquem tão expostos à umidade.
A cabeleireira Beatriz Mariño explica que “quando buscamos um controle duradouro do frizz, especialmente em cabelos maduros expostos à umidade, é importante apostar em fórmulas que, além de melhorar a aparência do cabelo, ajudem a proteger a fibra e prolongar os benefícios do tratamento realizado no salão”.
Por isso, como afirma Mariño, “os óleos podem ser um bom complemento para proporcionar brilho e suavizar o acabamento, mas a chave está em escolher produtos que controlem o frizz sem tirar o corpo nem o movimento dos cabelos”.
Atualmente, a tendência capilar não são os cabelos ultralisos e perfeitamente alinhados, mas fios com muito mais personalidade, que não têm medo de mostrar sua textura natural, com suas ondas e seu volume.
Provavelmente nunca será demais dizer que a lavagem dos cabelos tem enorme importância quando o objetivo é ter fios bonitos e saudáveis. Escolher os produtos adequados é essencial, e os xampus com sulfatos agressivos não são os mais indicados para cabelos maduros.
Os sulfatos têm uma excelente capacidade de remover resíduos, o que é ótimo para fazer uma espécie de “reset” em cabelos saturados de produtos. Porém, quando usados com frequência, também levam consigo os óleos naturais dos fios — e é justamente isso que devemos evitar a partir dos 40 e 50 anos.
Se eliminarmos os poucos óleos naturais produzidos pelo cabelo, os fios ficarão ainda mais desprotegidos e, consequentemente, mais propensos ao frizz. Nessa idade, o ideal é apostar em xampus sem sulfatos, que sejam capazes de limpar suavemente sem agredir os fios.
A melhor maneira de lavar o cabelo é seguir o que os especialistas recomendam.
O xampu deve ser aplicado no couro cabeludo e massageado suavemente com as pontas dos dedos para limpá-lo bem e eliminar as impurezas, mas, em nenhuma circunstância, deve-se criar atrito nos fios. Basta deixar a espuma escorrer pelo comprimento sem esfregar.
Outro hábito que pode ajudar a controlar o frizz é finalizar a lavagem com um enxágue de água fria ou morna. Isso ajuda a fechar as escamas da cutícula, além de deixar o cabelo mais brilhante.
Embora lavar corretamente o cabelo e não esfregá-lo seja essencial, a maneira como secamos os fios depois da lavagem também é importante.
O ideal é trocar as toalhas clássicas de algodão pelas de microfibra. As toalhas de microfibra têm maior capacidade de absorção, por isso retiram a umidade em menos tempo e sem a necessidade de criar atrito: basta pressioná-las suavemente contra os fios.
Quanto ao uso do secador, é sempre necessário aplicar antes um protetor térmico no cabelo úmido e secar os fios em temperatura média. Para finalizar, aplique uma rajada de ar frio, que ajudará a selar a fibra capilar e fará com que o penteado dure mais tempo.