Um dos artistas mais polêmicos de todo o mundo, Chris Brown voltou a enfrentar um desdobramento na Justiça envolvendo um caso que se arrasta há anos. Agora, o cantor foi condenado a indenizar uma ex-funcionária que sofreu um grave ataque de um dos cães da propriedade onde ele morava.
Maria Avila processou Chris Brown alegando que foi atacada por Hades, um pastor-do-Cáucaso de aproximadamente 90 quilos. Segundo a ação, o animal circulava livremente pela residência do cantor quando ela levava o lixo para fora. A ex-funcionária afirmou que o artista foi negligente ao permitir que um cachorro de grande porte permanecesse solto na propriedade.
De acordo com o processo, o ataque provocou ferimentos graves e Maria afirmou que o cachorro arrancou "grandes pedaços de sua pele", deixando sequelas permanentes, incluindo desfiguração facial, cicatrizes, perda parcial da visão e danos nos nervos.
Logo depois do incidente envolvendo o cachorro de Chris Brown, preso no ano passado por agredir um produtor, Maria Avila entrou com uma ação na Justiça pedindo uma indenização de US$ 90 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 465 milhões.
No entanto, segundo os documentos judiciais obtidos pelo TMZ, Maria Avila receberá US$ 13 milhões, aproximadamente R$ 67 milhões na cotação atual. O valor representa cerca de 85,5% inferior ao pedido pela ex-empregada do artista.
Durante os trâmites, o caso sofreu uma reviravolta após o juiz identificar uma irregularidade envolvendo um dos jurados. Segundo o TMZ, a pessoa teria pesquisado informações sobre o processo na internet e compartilhado o conteúdo com os demais integrantes do júri, comprometendo a imparcialidade da decisão.
Com isso, o processo voltou à fase de julgamento até a definição da nova sentença. Como já citado, Chris Brown foi condenado a pagar US$ 13 milhões para a ex-empregada.
Durante o processo, Chris Brown negou sua responsabilidade pelo ataque. A defesa alegou que Maria Avila teria provocado o animal e, por isso, seria responsável pelos próprios ferimentos. O cantor também confirmou que não ligou para o serviço de emergência após o ataque porque temia que a situação se transformasse em um "circo midiático" caso seu nome fosse envolvido no incidente.
Ainda de acordo com a defesa, outros funcionários acionaram o 911 e prestaram os primeiros socorros à vítima até a chegada dos paramédicos. Após o ataque, o cachorro Hades foi retirado da residência de Chris Brown por um segurança e, segundo informações do processo, o animal acabou sendo sacrificado posteriormente.