As transformações do corpo após os 40 anos vão muito além do rosto e do pescoço. Um detalhe que tem chamado cada vez mais atenção entre mulheres maduras é a flacidez na região dos joelhos, área que, segundo especialistas, pode denunciar o envelhecimento de forma bastante evidente e impactar diretamente a autoestima na hora de usar vestidos, saias e peças mais curtas.
Recentemente, Margareth Serrão, mãe de Virgínia Fonseca, aos 60 anos, chamou atenção nas redes sociais ao compartilhar um álbum de fotos no Instagram usando um vestido preto que evidenciava as pernas. A aparição aconteceu meses após a matriarca passar por um combo de procedimentos estéticos e cirúrgicos, entre eles lipoaspiração com lipoenxertia glútea, mastopexia com prótese, abdominoplastia e intervenções faciais, como a retirada do excesso de pele nas pálpebras.
Mas, segundo o dermatologista Daniel Coimbra, da Onne Clinic, no Rio de Janeiro, engana-se quem pensa que apenas o rosto merece atenção no processo de envelhecimento. De acordo com o especialista, a região dos joelhos costuma evidenciar a flacidez com mais facilidade porque possui pele mais fina e menos sustentação natural.
“Com o passar do tempo, há uma diminuição do colágeno, o que faz com que a pele perca firmeza e capacidade de se manter esticada”, explica o médico.
Ele acrescenta que existe ainda um fator estrutural importante:
“Quando estamos em pé, todo o peso dos tecidos da coxa, pele, gordura e musculatura, acaba se apoiando sobre o joelho. Quando a pele já está mais fragilizada, isso favorece a perda de sustentação e deixa a flacidez mais visível nessa região”.
Segundo Daniel Coimbra, a flacidez nos joelhos não surge por um único motivo, mas sim por uma combinação de fatores naturais e estruturais. Entre os principais estão o envelhecimento da pele, a redução do colágeno, a perda de massa muscular nas coxas e as oscilações de peso ao longo da vida.
“Mudanças na gordura e variações de peso fazem com que a pele fique mais frouxa. Com isso, o peso dos tecidos da coxa passa a se refletir mais sobre o joelho, contribuindo para a perda de firmeza e definição”, detalha o especialista.
De acordo com o dermatologista, embora a questão possa surgir de forma sutil antes disso, é geralmente após os 40 anos que muitas mulheres começam a notar a mudança de maneira mais significativa.
“No início, a flacidez aparece apenas em algumas posições ou movimentos. Com o tempo, ela passa a ser visível mesmo quando a pessoa está em pé, com a pele mais enrugada ou com pequenas dobras”, afirma.
O médico ressalta que o incômodo costuma ir além da estética:
“Essa é uma queixa que frequentemente impacta a confiança ao expor as pernas”.
Para quem deseja tratar a região de forma natural, Daniel Coimbra explica que protocolos modernos, como o Onne Body, apostam em uma estratégia combinada para estimular firmeza e sustentação.
“Hoje sabemos que tratar a flacidez corporal exige uma abordagem combinada”, destaca o dermatologista.
Segundo ele, os bioestimuladores de colágeno seguem como base do tratamento por atuarem diretamente na melhora da qualidade da pele, mas o protocolo também associa tecnologias que estimulam colágeno em diferentes camadas e ajudam na retração de áreas com acúmulo de gordura.
Um dos pontos mais importantes, segundo o especialista, é compreender que o joelho não deve ser analisado isoladamente.
“Ele faz parte de uma unidade maior, que inclui toda a coxa. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado e baseado em uma avaliação completa da região, considerando pele, gordura e musculatura, para que se obtenha um resultado realmente natural e harmônico”, afirma.
A proposta, segundo Daniel Coimbra, é devolver firmeza progressivamente, melhorar a textura da pele e recuperar a sustentação sem comprometer a naturalidade do resultado.
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