Uma história de amor que nasce a partir de mensagens trocadas por um número de telefone... Sim, é uma fórmula conhecida e bastante usada. Meg Ryan já fazia isso nos anos 1990 em “Mens@gem para Você”, e o mesmo recurso narrativo apareceu depois em “O Amor Mandou Mensagem”, com Céline Dion. E, ainda assim, a receita continua funcionando!
Prova disso é que a comédia romântica “Mensagens para Isabelle” vem fazendo enorme sucesso desde que chegou à Netflix.
Lançado em 19 de junho de 2026 na plataforma de streaming, o filme de Leah McKendrick (conhecida como umas das co-roteiristas do reboot de “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”) rapidamente alcançou o topo dos conteúdos mais assistidos em 73 países, incluindo o Brasil.
A história acompanha Jill e Wes, dois protagonistas carismáticos interpretados por Zoey Deutch ("Entre Nós - Uma Dose Extra de Amor") e Nick Robinson ("Com Amor, Simon").
Em uma tentativa de lidar com o luto pela morte da irmã, Jill (Zoey Deutch) decide continuar a deixar mensagens de voz para ela em sua caixa postal, relatando seu cotidiano caótico em San Francisco. Isso, ao menos, até o número ser reatribuído a um corretor de imóveis de Austin, que começa a receber essas confidências profundamente íntimas e acaba se apaixonando à distância.
A comédia romântica parece ter encontrado o tom perfeito entre risos e lágrimas, já que o público está completamente encantado: “Chorei pelo menos uma vez a cada 10 minutos durante 2 horas”, “Estava com saudade de filmes tão profundos e com personagens tão saudáveis emocionalmente”, “É por isso que eu amo romcoms”.
Além disso, o enredo é inspirado na própria vida da diretora, que mantém uma relação muito próxima com a irmã, que mora do outro lado do país, e também em uma história real ouvida durante uma noite de stand-up comedy.
Em resumo, os fãs do gênero estão adorando, e o sucesso de ‘Mensagens para Isabelle’ também tem um efeito positivo nas paradas musicais. Na cena de abertura e na sequência final do filme, Jill dança ao som de Dancing on My Own, da cantora sueca Robyn, uma música que ela e a irmã já falecida compartilhavam como favorita.
Os observadores mais atentos ainda podem perceber brevemente Izzy nessa tomada final simbólica, que tem uma forte carga emocional:
“É ao mesmo tempo devastador e lindo. É uma música atemporal que te pega de forma visceral.”
Devido a tanto sucesso, o longa-metragem vem funcionado como uma vitrine de ouro para a música de Robyn, eleita em 2021 pela Rolling Stone como a 20ª maior canção de todos os tempos.
Lançada em 2010 no álbum “Body Talk Pt. 1”, “Dancing on My Own” dominou as pistas de dança e os rankings de música eletrônica. Mas foram suas inúmeras utilizações em comerciais e em séries como Girls que transformaram a faixa em um verdadeiro clássico da pop.
O cover feito por Calum Scott em 2016, certificado com disco de ouro na França, consolidou ainda mais sua influência e status icônico.
Graças a “Mensagen para Isabelle”, “Dancing on My Own” voltou a aparecer nas paradas internacionais agora em 2026. A faixa pop ocupa a 5ª posição entre as mais pesquisadas no Shazam no mundo e entrou no top 5 do iTunes em vários países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.
Os milhares de vídeos do filme no TikTok ajudam a explicar esse impulso, que também se confirma nas plataformas de streaming.
No Spotify, “Dancing on My Own” registrou em 22 de junho o maior número de reproduções da década, com um aumento de 200% em uma semana. Nesse ritmo, a música pode entrar pela primeira vez no Hot 100, o principal ranking dos Estados Unidos — se as rádios ajudarem.
Esse retorno inesperado lembra o caso de “Murder on the Dancefloor”, clássico de Sophie Ellis-Bextor que voltou com força às paradas de música no início de 2024 após ser usado na cena final de Saltburn, disponível no Prime Video.
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