A Copa 2026 já movimenta as torcidas das 48 seleções participantes nos EUA, México e Canadá, país este que recebe um Mundial pela primeira vez. E além dos mais de 1.200 jogadores convocados, as camisas das seleções também se tornam assunto. Tanto que os uniformes podem, sim, fazer parte do seu dia a dia e longe dos 16 estádios que abrigam as 104 partidas desta edição.
O segredo é que algumas dessas roupas se remetem ao passado. "Há claramente uma proposta de resgate em muitos dos uniformes dessa Copa. Está em alta esse movimento de trazer de volta elementos (ou até releituras completas) de antigos uniformes icônicos. Algo muito notável também é o uso de grafismos que remetem à símbolos históricos dos países", analisa o designer Douglas de Albuquerque Maranhão ao Purepeople.
Para o especialista, existe uma clara influência da moda casual e streetwear. "E isso vai além do uniforme. O Brasil por exemplo tem sua camisa II assinada pela Jordan, mas outras seleções também fizeram movimentos semelhantes", explica.
"A Inglaterra com sua parceria Nike-Palace e a França com a grife do estilista Jacquemus seguem essa tendencia", prossegue Douglas. E por falar na Seleção Brasileira, ao longo da primeira fase o time tanto usará a tradicional camisa amarela quanto a azul.
Já as meias serão brancas ou pretas, dependendo do jogo, assim como os shorts (azul ou branco). Aos goleiros caberão cores ausentes da bandeira nacional: magenta, preta e vermelha, tonalidade envolvida em polêmica quando se especulou seu uso pelos jogadores de linha.
Por isso mesmo, algumas camisas de jogo de futebol têm tudo para ficarem nas ruas mesmo após o fim da Copa 2026, em 19 de julho. "Acredito que todos os uniformes têm grande potencial para uso no dia-a-dia. Claro algumas são mais arrojadas que outras, e demandariam um estilo com mais personalidade de quem fosse usar", avalia.
"É o caso da camisa II da Argentina (atual campeã), por exemplo. Mas uma camisa que eu posso afirmar tranquilamente que passaria bem em qualquer ocasião é a II da Espanha (vencedora em 2010 e uma das favoritas). Elegante, clean, tem elementos e cores bem balanceadas", justifica.
Aliás, a tradicional camisa branca e azul dos "hermanos", liderados por Lionel Messi, é a terceira mais vendida em loja especializada perdendo apenas para as do Brasil. Depois aparece a blusa branca alemã e a vermelha espanhola, ambas do uniforme principal.
Mas o que faz, de fato, um uniforme ser bonito? "Beleza é algo subjetivo. Então, acredito que, para um uniforme de seleção ser considerado bonito ele deva evocar na população sentimentos tradicionais de pertencimento, além da pura estética. Cores, elementos gráficos, referências históricas… tudo isso ajuda na construção subjetiva da imagem desse uniforme, e na maior aceitação de sua estética", conclui.
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