É um “eita” atrás de “vixe” nos bastidores da família real britânica. O nome de Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do atual monarca britânico, voltou a ocupar as manchetes internacionais e, desta vez, por um episódio que mistura crise familiar, escândalo e uma reação considerada explosiva.
O ex-Príncipe, que já perdeu títulos reais, teria reagido de forma arrogante e agressiva ao ser retirado de sua residência oficial, segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun.
A situação ganhou ainda mais repercussão porque envolve o afastamento definitivo promovido por Rei Charles III, que tenta proteger a imagem da monarquia diante das constantes polêmicas relacionadas ao nome do irmão.
Nos últimos anos, o ex-integrante da realeza britânica tem enfrentado uma série de represálias devido ao seu envolvimento com Jeffrey Epstein. O escândalo internacional impactou diretamente sua posição dentro da família real e provocou medidas cada vez mais duras por parte da Coroa.
Uma das decisões mais recentes do Rei do Reino Unido foi removê-lo da mansão Royal Lodge, em Windsor, propriedade da Família Real, onde Andrew morava havia mais de 20 anos. A residência possui 30 quartos e sempre foi símbolo de prestígio dentro da estrutura real.
De acordo com o The Sun, no começo de fevereiro Andrew foi convidado a deixar o local e transferido temporariamente para Wood Farm, na propriedade de Sandringham, em Norfolk.
Segundo fonte ouvida pelo The Sun, a reação foi imediata e nada tranquila. Ao ser informado de que deveria deixar a mansão, Andrew teria se exaltado e repetido diversas vezes: “Mas eu sou o segundo filho da Rainha, vocês não podem fazer isso comigo”.
A declaração chamou atenção principalmente porque ele teria invocado o nome de sua mãe, Rainha Elizabeth II, numa tentativa de se defender. Ainda segundo a fonte, “Ele se recusou a sair ou se responsabilizar de alguma forma. Quando foi pedido que ele saísse, ele foi tão arrogante e estava tão iludido que gritava repetidamente ‘Mas eu sou o segundo filho da Rainha, vocês não podem fazer isso comigo’”.
O informante ainda acrescentou: “É extraordinário que ele tenha escolhido usar o nome da Rainha para se defender. Ninguém sabe se a realidade da situação extrema em que ele se encontra o atingiu mesmo nesse momento”.
A mudança forçada de residência ocorreu em meio a um cenário ainda mais delicado. Na semana passada, Andrew foi preso sob suspeita de má conduta enquanto atuava como enviado comercial britânico. Ele é acusado de compartilhar documentos confidenciais de trocas comerciais com Jeffrey Epstein.
Se condenado, o antigo duque pode enfrentar prisão pelo resto da vida. Vale lembrar que, em diversas ocasiões anteriores, Andrew negou qualquer tipo de relacionamento com Epstein, algo que posteriormente se mostrou falso.
Após deixar a prisão, na noite da última quinta-feira, 19, Andrew foi fotografado visivelmente abalado ao deixar a estação policial de Aylsham, no Reino Unido, tentando se esconder no banco de trás de um carro.
Diante da prisão do irmão, Rei Charles III divulgou uma declaração pública expressando “profunda preocupação” com as alegações. O monarca afirmou: “O que vai acontecer agora é um processo justo e apropriado para que a questão seja investigada da maneira apropriada e pelas autoridades apropriadas”.
Ele ainda reforçou: “Como já disse antes, eles terão todo o meu apoio e cooperação. Deixo muito claro: a lei precisa tomar o seu curso”.
Enquanto o governo britânico estuda maneiras de retirá-lo até mesmo da linha de sucessão ao trono, o caso segue abalando a imagem da monarquia. Para muitas mulheres que acompanham a realeza há décadas, o episódio marca um dos momentos mais delicados da história recente da família real britânica.