A modelo brasileira Izabel Goulart, conhecida mundialmente por ter sido uma das principais angels da Victoria’s Secret, voltou ao centro dos holofotes após vir à tona uma proposta milionária feita por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O caso ganhou repercussão depois de reportagem publicada pelo portal Metrópoles, que detalhou uma suposta oferta envolvendo um imóvel luxuoso avaliado em cerca de R$ 30 milhões, localizado em uma das regiões mais valorizadas de São Paulo.
De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, Vorcaro teria oferecido à modelo uma cobertura duplex situada nos Jardins, bairro nobre da zona oeste da capital paulista. O imóvel teria sido adquirido em maio de 2023 e pertence à empresa Super Empreendimentos, registrada como holding de instituições não financeiras e apontada como administradora de imóveis ligados ao patrimônio do banqueiro.
Segundo o veículo, a proposta estaria vinculada a um possível investimento na marca de beleza de Izabel Goulart. A assessoria da modelo confirmou que houve negociação comercial, mas ressaltou que o acordo não foi concluído.
Outro ponto que despertou curiosidade do público foi a informação de que os dois teriam mantido um relacionamento. Ainda segundo o Metrópoles, o contato entre eles teria começado na academia Les Cinq, que recebeu aportes financeiros de uma empresa ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e ex-diretor da Super Empreendimentos.
No entanto, a equipe de Izabel Goulart negou categoricamente qualquer envolvimento amoroso. Vale lembrar que a modelo é noiva do goleiro alemão Kevin Trapp desde 2018.
"Izabel Goulart nega qualquer relacionamento pessoal com Daniel Vorcaro. O contato entre suas empresas foi meramente comercial, devido a uma possível oferta de investimento de Vorcaro na marca de produtos fitness da modelo. O acordo entre as empresas não foi concluído.", afirmou a nota oficial enviada ao Purepeople.
Testemunhas ouvidas pelo Metrópoles afirmaram que o apartamento teria passado por uma reforma ampla, acompanhada de perto por Izabel Goulart. Ainda conforme a reportagem, os custos da obra teriam sido pagos por empresas ligadas a Daniel Vorcaro e intermediados por uma assessora do banqueiro.
As intervenções no imóvel teriam sido interrompidas em meados de 2025, pouco antes do escândalo envolvendo o Banco Master se tornar público. Após a paralisação, contas relacionadas ao apartamento deixaram de ser pagas, o que levou o síndico a entrar com uma ação judicial cobrando R$ 29,7 mil em taxas condominiais atrasadas.
Por meio de sua assessoria, Izabel Goulart afirmou que a negociação fazia parte de uma proposta empresarial envolvendo a compra de 50% de uma marca de itens fitness, alimentos e produtos para cuidados com o corpo. Segundo seus representantes, Daniel Vorcaro teria oferecido R$ 30 milhões pela participação, com o pagamento vinculado à transferência da cobertura.
Ainda conforme a equipe da modelo, ela teria demonstrado interesse inicial porque buscava um imóvel em São Paulo, mas decidiu não seguir com o acordo ao avaliar que investidores estrangeiros poderiam ampliar o alcance internacional da marca.
A defesa de Daniel Vorcaro informou que não irá comentar o caso.
A situação ganhou contornos ainda mais delicados após a prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida em novembro, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo g1, o empresário tentava deixar o país em um avião particular quando foi detido.
A prisão faz parte da operação "Compliance Zero", iniciada após solicitação do Ministério Público Federal para investigar possíveis irregularidades no Banco Master. Conforme informou a Polícia Federal, a apuração envolve suspeitas de fabricação de carteiras de crédito consideradas insubsistentes e posteriormente substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada.
Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. O Banco Central também determinou que o Banco Master passasse por regime de administração especial temporária por 120 dias, além de iniciar o processo de liquidação extrajudicial do conglomerado.
Atualmente, Daniel Vorcaro cumpre prisão domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
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