Denzel Washington ainda não estava pronto para deixar a toga de lado. Depois de interpretar Macrinus em “Gladiador II”, que teve um desempenho moderado nos cinemas, a estrela de Hollywood seguiria na Antiguidade para viver Aníbal, o general e estadista cartaginês considerado um dos maiores estrategistas militares da História.
Projeto acalentado por Denzel Washington há cerca de vinte anos, “Hannibal” foi anunciado há três anos e seria dirigido por Antoine Fuqua, responsável pela trilogia “O Protetor” e, mais recentemente, pela cinebiografia “Michael”, que vem quebrando recordes de bilheteria nos cinemas.
O longa-metragem contaria a história das batalhas travadas pelo general contra a República Romana durante a Segunda Guerra Púnica, entre 218 e 201 a.C.
Acontece que o filme nunca verá a luz do dia.
Há um mês, o Deadline revelou que o longa, que estava em fase de pré-produção, havia sido "interrompido".
"O filme deveria ser rodado este ano na Itália, mas fontes internas agora dizem que tudo foi colocado em pausa para que os produtores e o estúdio possam chegar a um acordo sobre o orçamento necessário. Fontes afirmam que os dois lados estão trabalhando para colocar o filme de volta nos trilhos, e espera-se que ele ainda possa ser produzido pela Netflix."
O rumor foi confirmado agora por Robert Richardson (“Kill Bill”, “Platoon” e “Era Uma Vez em... Hollywood”).
Questionado por jornalistas durante um festival, o diretor de fotografia ligado ao projeto revelou que “Hannibal” havia "ido por água abaixo há duas semanas": "É difícil, porque eu já estava trabalhando nele havia 10 ou 12 semanas..."
Segundo o Deadline, o orçamento de produção girava em torno de US$ 200 milhões, o que faria de “Hannibal” um dos filmes mais caros da história da Netflix, ao lado de “Alerta Vermelho” e “Agente Oculto”.
Será que o desempenho apenas moderado de “Gladiador II” nas bilheterias — US$ 462 milhões arrecadados para um orçamento estimado entre US$ 210 milhões e US$ 310 milhões — deixou os produtores mais cautelosos?
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