Conhecido por estrelar “Yellowstone”, Kevin Costner tem na saga “Horizon” um de seus projetos mais ambiciosos.
O ator e diretor planejou contar, em quatro filmes, uma história que acompanha 15 anos de transformações nos Estados Unidos, antes e depois da Guerra de Secessão. Mas tirar esse sonho do papel tem sido mais difícil do que ele esperava.
“Horizon: An American Saga — Capítulo 1” chegou aos cinemas em junho de 2024 e arrecadou apenas US$ 38,8 milhões em todo o mundo. Após o fracasso comercial, a sequência, “Horizon: An American Saga — Capítulo 2”, perdeu sua data de estreia — originalmente, chegaria às salas em agosto daquele ano.
O orçamento da saga foi de US$ 100 milhões, dos quais US$ 58 milhões saíram do bolso de Costner.
Embora as duas primeiras partes já tenham sido filmadas, os dois capítulos que completariam essa epopeia de faroeste seguem com destino incerto. Para que a história chegue ao fim como Costner imaginou, a paixão do cineasta pelo projeto pode não ser suficiente: é preciso conquistar o público.
Sam Worthington, um dos atores de “Horizon: An American Saga”, confirmou que Costner escreveu os quatro filmes e que ele pôde ler os roteiros, mas não sabe se todos sairão do papel.
“Era a paixão de Costner. Ele vem trabalhando nela há 10 anos”, contou o ator à Variety durante sua passagem pelo Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde apresentou seu filme “Fuze”. “Tudo depende de o público se conectar. A paixão está sempre ali, mas às vezes depende de ser o momento certo para que as pessoas acolham o projeto.”
A incerteza sobre a continuação da saga vem depois de uma série de obstáculos nos bastidores.
A produção do Capítulo 3 começou em maio de 2023, mas precisou ser interrompida devido às greves dos sindicatos de roteiristas e atores naquele ano.
As tentativas de retomar as filmagens e avançar com o quarto longa não foram suficientes para tirar o projeto da paralisação.
Os problemas também chegaram à Justiça. Costner e os produtores da saga foram processados pela dublê Devyn LaBella, que afirma ter sido obrigada a participar de uma cena de simulação de estupro durante as filmagens de “Horizon 2”, em maio de 2023.
Segundo a ação, Costner acrescentou a cena de improviso, sem que ela estivesse prevista no roteiro. A atriz que LaBella substituía teria se recusado a filmá-la e deixado o set.
A autora da ação apresenta nove acusações contra Costner, sua produtora, Territory Pictures, e a produção da saga, entre elas assédio sexual, criação de um ambiente de trabalho hostil, quebra de contrato, falha em prevenir a discriminação e imposição intencional de sofrimento emocional.
Costner, no entanto, classificou a acusação como uma “mentira descarada”, com o objetivo de “prejudicar sua reputação com declarações falsas e linguagem sensacionalista”.