Sem a presença da atriz que interpretou Sandrão na primeira temporada, 'Tremembé' tem apostado em um elenco de peso para a segunda temporada. Além de anunciar o ator que viverá Robinho na ficção, o Prime Video também divulgou, na última terça-feira (14), que Giovanna Antonelli estará presente na continuação.
Na segunda temporada de 'Tremembé', além de participações pontuais de Suzane von Richthofen (Marina Ruy Barbosa) e Elize Matsunaga (Carol Garcia), que roubaram os holofotes na primeira temporada, Giovanna Antonelli interpretará Dominique Scharf, hoje aos 65 anos, conhecida como a maior estelionatária do Brasil.
As novidades da segunda temporada se estendem a João Vicente de Castro, que fará o papel de Thiago Brennand, condenado por estupro e lesão corporal, e Ícaro Silva, que dará vida a Robinho, condenado por estupro coletivo. O jogador já não está mais detido em Tremembé e foi transferido, mas não escapou da trama de true crime mais popular do Brasil no momento.
Filha de pai americano e mãe alemã, Dominique Scharf nasceu em 1960 em São Paulo e é uma figura conhecida pelos amantes de true crime no Brasil. Pertencente a uma família de classe alta, ela cresceu nos melhores colégios e teve uma vida cercada de privilégios - o que não a afastou do mundo do crime.
Ainda em sua juventude, ela começou a praticar pequenos furtos em casa e em lojas. Depois da morte do pai, Dominique se afastou da mãe, o que foi o estopim para que os crimes escalonassem para níveis absurdos. Quando tinha 21 anos, em 1981, a estelionatária foi presa pela primeira vez, e este foi apenas o começo de idas e vindas na cadeia.
Com o passar dos anos, ela ficou conhecida pela habilidade em fraudes financeiras. Dominique Scharf usava documentos falsos, praticava furtos, assaltos, enganava clientes com cheques falsos e vendia joias adulterada. Ela também aplicava o "golpe do amor", extorquindo homens casados com fotos comprometedoras.
A ex-presidiária de Tremembé também chegou a se envolver com tráfico de armas, assaltos com quadrilha organizada e até roubo e clonagem de veículos. Em 2003, ela foi condenada a 12 anos de prisão por denúncia de assalto à mão armada e tentativa de homicídio. Na época, a mulher disse que "nunca havia matado uma mosca".
A astúcia de Dominique Scharf para praticar crimes de estelionato também se refletiu na cadeia. Em 2006, ela fugiu pela primeira vez da prisão, mas acabou sendo capturada e transferida para Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, onde protagonizou uma fuga digna dos cinemas.
Na época, a ex-presidiária chegou a escalar uma muralha de 6 metros agarrada em um pé de maracujá. Porém, quando saltou para o outro lado do muro, acabou quebrando uma perna, o que dificultou sua fuga completa.
Apesar da lei antiga prever o cumprimento da pena máxima de 30 anos, as fugas de Dominique Scharf acabaram acarretando uma condenação total de quase 58 anos de prisão. Ela ficou presa durante 32 anos, sendo boa parte em Tremembé, e foi solta em setembro de 2025 para cumprir o restante da pena em regime aberto, como permanece desde então.
player2