Um dos nomes mais comentados do Brasil desde que a série 'Tremembé' foi lançada pelo Prime Video, Suzane von Richthofen parou o Brasil em 2002 com o assassinato dos seus pais, arquitetado por ela e executado pelos irmãos Cravinhos, cujo Daniel era seu namorado na época e Cristian o cunhado.
Quando mandou matar os pais, Suzane tinha 18 anos e estudava no primeiro ano de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Na época, a ex-presidiária de Tremembé fingiu que os pais tinham sido vítimas de um latrocínio (roubo seguido de morte) e, inclusive, chegou a frequentar a faculdade normalmente antes de ser descoberta pela polícia.
No período de 20 dias que sucedeu o crime e culminou na prisão de Suzane von Richthofen, a ex-presidiária chegou a ser consolada pelos amigos de faculdade, que chegaram até a organizar um churrasco para a jovem e seu irmão, com quem tentou se reconciliar recentemente. A atitude, porém, passou anos sendo o motivo de um rumor escandaloso.
No livro 'Tremembé: o presídio dos famosos', que inspirou a série do Prime Video, o autor Ullisses Campbell, que também revelou alguns pedidos feitos pela ex-presidiária quando ingressou na faculdade, foi o responsável por ressuscitar a história que deu o que falar na época do assassinato dos pais de Suzane von Richthofen.
Três dias depois da morte de seus pais, Suzane von Richthofen completou 19 anos e foi consolada pelos amigos de faculdade de uma forma inusitada: organizando um churrasco na própria mansão do assassinato dos pais, com a presença dela e de seu irmão. Na ocasião, ela foi registrada de biquíni, se divertindo com as amigas, e até dançando ao som de músicas eletrônicas. No entanto, isso serviu como moeda de ataque à Suzane.
Em 2006, durante o julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos, o churrasco foi usado pelo promotor do caso, que a acusou de "matar os pais, ir ao motel transar com o namorado assassino, chorar no enterro e depois dar um churrasco para festejar". Mais de 20 anos depois, a verdade finalmente veio à tona e a história do churrasco ganhou uma nova versão.
De acordo com Ullisses Campbell, em maio de 2024, 22 anos após o churrasco, alguns alunos do curso de Direito esclareceram que a iniciativa partiu de seus colegas de sala e não de Suzane von Richthofen. Seguindo eles, a ideia do churrasco era consolar a amiga e não deixar seu aniversário passar em branco... justamente porque não sabiam que ela era a mandante do crime.
"Nós insistimos muito. Lembro que ela nem queria. Mas fato é que ela acabou se divertindo, dançando com o Daniel Cravinhos. Até o irmão dela, Andreas von Richthofen, também dançava, mas ouvindo sua própria música num fone de ouvido", disse o advogado Emerson Santiago para a obra de Ullisses Campbell.
De acordo com o ex-colega da famosa, eles até acharam estranho sua diversão dias após a morte dos pais. Depois que descobriram a farsa e fingimento de Suzane von Richthofen, vários estudantes mandaram cartas para a prisão xingando a ex-presidiária.