Nem o presidente Lula nem a primeira-dama, Janja da Silva, desfilaram pela Acadêmicos de Niterói na noite deste domingo (15) na abertura do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2026. A azul e branca foi contestada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda eleitoral antecipada, o que é proibida antes de agosto, a dois meses do pleito, mas o órgão liberou o desfile embora tenha alertado que possíveis punições possam ocorrer.
Estreante entre as grandes, a escola fundada em 2018 satirizou o ex-presidente Jair Bolsonaro e colocou nas entrelinhas o rótulo de "golpista" a Michel Temer em relação ao impeachment de Dilma Rousseff, em agosto de 2016 - meses antes, o STF havia publicado o rito do processo.
Em meio a tanta polêmica e com a presença de muitos famosos, a Niterói não obteve boa audiência em São Paulo com a transmissão do desfile pela Globo. Por sua vez, a emissora carioca se cercou de cuidados para evitar também problemas na Justiça.
Aguardada para desfilar na azul e branca, Janja se pronunciou em nota oficial pela sua equipe nesta segunda-feira (16) horas após deixar a Sapucaí, onde acompanhou os desfiles das demais três escolas (Imperatriz, Portela e Mangueira).
"Mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida".