Jeniffer Nascimento tem sido uma bela surpresa em 'Êta Mundo Melhor!'. A atriz que vive Dita está em ascensão em sua carreira na televisão, sendo elogiada pela imprensa e pelo público.
Agora protagonista da continuação da novela de Walcyr Carrasco, assassinada por Mauro Wilson, Jeniffer prova versatilidade e carisma, conquistando notoriedade pelos seus próprios méritos. Se já havia brilhado como coadjuvante em ‘Êta Mundo Bom!’ (2016), desta vez a atriz está melhor ainda.
No folhetim de época, a trajetória da jovem que saiu da cidadezinha para realizar seu sonho de se tornar cantora de rádio é um dos grandes acertos. Além do talento vocal, já notado pelo autor da novela - o que levou ao convite -, a atriz tem química com Sérgio Guizé, o Candinho.
Logo, os autores têm dado jus ao potencial da atriz. Mas o mesmo não pode ser dito de outras protagonistas pretas da Globo nos últimos anos — muitas delas ficaram em segundo plano ou foram prejudicadas por roteiros mal conduzidos.
Nesta reta final da volta das nove, é visível o incômodo da atriz com a queda de sua heroína. Raquel tem vivido momentos de coadjuvante, ou até de figurante.
Se na versão de 1988, a Raquel de Regina Duarte brilhava cada vez mais, tornando-se uma mulher rica e empoderada no meio da trama, a de Taís foi reduzida a um ciclo repetitivo: enriquecer, perder tudo, vender sanduíche, tentar enriquecer de novo. Um retrocesso injusto para a atriz e para a protagonista.
Clara Moneke ganhou sua primeira protagonista após brilhar em 'Vai na Fé'. No entanto, sua Leona é um tanto complicada. Apesar da força da atriz, é difícil defender a personagem, uma vez que a falta de rumo enfraquece sua história.
Após um destaque esplêndido como Maria Santa no remake de 'Renascer', Duda Santos ganhou o posto de atriz principal em 'Garota do Momento'.
Como não era dúvida, a jovem entregou com maestria seu trabalho, porém, em determinado momento da trama, a autora Alessandra Poggi a deixou no limbo. Sua história perdeu completamente força, e Carol Castro (Clarice, sua mãe na ficção) ganhou ares de protagonista.
Uma atriz que merece respeito por seu empenho em uma história fraca é Gabz. Ela viveu a heroína Viola em 'Mania de Você', novela indicada ao Emmy Internacional.
A história da cozinheira que foi passada para trás pelo marido e recomeça do zero não vingou. O talento da atriz foi percebido, porém, o autor João Emanuel Carneiro não deu ênfase à mocinha. Ficou tão evidente o descaso que os vilões de Chay Suede e Agatha Moreira tiveram sua redenção e ganharam a cena final, enquanto a heroína sequer terminou com seu par romântico.
O carisma e o talento de Bárbara Reis ficou evidente em 'Todas as Flores', no entanto, Walcyr Carrasco fraquejou ao criar a insossa história da atriz em 'Terra e Paixão'. Aline vivia em círculos, tornando-se difícil cultivar carinho pela personagem.
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