Durante anos, a pergunta sobre quem era o principal nome de Portugal parecia ter uma resposta automática e indiscutível: Cristiano Ronaldo. No entanto, a Copa do Mundo de 2026 começou trazendo uma cena curiosa - e cheia de simbolismo - para os bastidores da seleção portuguesa.
É que o responsável pelo primeiro gol do país no Mundial não foi CR7, Bruno Fernandes ou qualquer outro veterano acostumado aos holofotes da mídia. Quem abriu o placar na estreia diante da República Democrática do Congo foi João Neves, um volante de apenas 21 anos que, meses antes do torneio, já havia dado uma declaração ousada o suficiente para chocar os fãs do "Robozão"! Ui!
Segundo informações do portal ge, ao ser questionado em abril sobre quem seria o melhor jogador português da atualidade, o jovem fugiu do roteiro óbvio e da resposta que a maioria esperava ao cravar: "Parece difícil, porque os portugueses estão entre os melhores da Premier League e da Serie A, mas vou escolher a mim mesmo". É mole!?
Na época, a fala poderia ter passado apenas como uma demonstração de pura autoconfiança de início de carreira. Mas, depois do que aconteceu na estreia de Portugal na Copa, a frase ganhou um peso de previsão, não é mesmo?
Portugal entrou em campo nesta quarta-feira (17), no NRG Stadium, em Houston, pela primeira rodada do Grupo K da Copa do Mundo de 2026, com o que parecia ser o desenho de uma noite tranquila. Logo nos primeiros minutos da partida, Pedro Neto encontrou João Neves infiltrando na área de surpresa. O volante apareceu livre e cabeceou firme para o fundo das redes, inaugurando o placar português no torneio.
O lance carregou uma imagem puramente simbólica. Em uma seleção que vive o desafio da convivência entre diferentes gerações, foi justamente um dos nomes apontados como o futuro do futebol do país quem abriu a campanha no Mundial!
Só que o roteiro do jogo não continuou amigável. A República Democrática do Congo conseguiu equilibrar a partida, encontrou espaços na defesa lusitana e empatou ainda no primeiro tempo com Yoane Wissa. Na etapa final, Portugal voltou a pressionar e criou boas oportunidades, mas não conseguiu evitar o amargo empate por 1 a 1.
Aos 41 anos e disputando a histórica sexta Copa do Mundo de sua carreira, Cristiano Ronaldo continua ocupando um lugar que pouquíssimos atletas alcançaram na história do futebol mundial, mantendo-se como a principal referência e o rosto da seleção portuguesa.
Mas há uma diferença crucial nesta edição em relação aos torneios anteriores: se antes Portugal parecia girar total e exclusivamente ao redor do camisa 7, hoje o elenco apresenta uma nova configuração técnica e de vestiário.
Nomes mais jovens passaram a assumir o protagonismo dentro de campo, e João Neves desponta na liderança dessa fila. Na estreia, inclusive, enquanto o jovem volante brilhava como o autor do gol, Cristiano teve uma atuação bastante discreta e chegou a desperdiçar oportunidades importantes na área...
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