Ruth Moreira quebrou o silêncio sobre a polêmica que envolve o seguro do acidente de avião que matou a filha, Marília Mendonça, e mais quatro pessoas. Em entrevista ao “Fantástico” exibida neste domingo (13), ela afirma que a proposta do acordo que beneficiou sua família não partiu dela.
Familiares das outras vítimas afirmam que Ruth exigiu receber 50% do valor, sendo que a proposta inicial era uma divisão igualitária. A mãe de Marília alega que foi decisão de um juiz. “Eu não conversei com nenhuma dessas pessoas. O doutor chegou aqui, o meu advogado, e falou: ‘O juiz entendeu que tem que ser feito assim. Ele entendeu que a maior parte a Marília tem que receber’”, diz ela.
O advogado de Ruth, Robson Cunha, nega que ela tenha participado de negociações com qualquer uma das partes. “A seguradora fez o depósito em juízo do valor, e quando nós recebemos a minuta da empresa de táxi aéreo, nós já recebemos com essa divisão”, justifica.
Questionado se houve pedidos da defesa de Ruth para modificar a partilha do seguro, Robson disse apenas que “houve tratativas”, mas garante que a minuta com os valores partiu do advogado da empresa de táxi aéreo. O dinheiro foi depositado em uma conta que pertence a Leo, único filho da rainha da sofrência.
Também em entrevista ao “Fantástico”, Ruth falou sobre a perda da guarda do neto para Murilo Huff - estopim de todas as polêmicas seguintes. A mãe de Marília comparou a situação à morte da filha, há quase quatro anos.
"Quando a gente perde um filho, a gente morre junto. Você precisa respirar sem aquela metade que ficou. Quando eu me vi sem o meu neto eu revivi isso, voltei a viver esse luto", declarou Ruth, emocionada.
A empresária negou ter negligenciado os cuidados com a saúde do neto e garante que, até a abertura do processo, mantinha “uma relação de respeito” com o ex-genro. "Ele sempre conviveu com a família e ele ama o pai dele. Então, eu sempre quis que ele convivesse todo mundo junto. Da minha parte, não houve essa quebra porque foi ele que entrou com o pedido. É isso que eu queria entender, porque a gente sempre conviveu com respeito. As festas eram feitas aqui, ele vinha. Havia uma convivência até ele pedir a guarda", alega.
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