A morte do apresentador Cid Moreira, no dia 3 de outubro de 2024, ainda segue causando polêmica entre seus familiares. Desde o falecimento, a viúva do famoso e os filhos passaram a travar brigas judiciais a respeito de sua herança, incluindo acusações públicas de negligência, maus-tratos e o pedido de habeas corpus.
Agora, de acordo com informações do jornal O Globo, uma mansão de Cid Moreira localizada em Itaipava, na região serrana do Rio de Janeiro, é o mais novo ponto central da disputa judicial entre filhos e viúva. O imóvel estava à venda por nada menos que R$ 2,9 milhões desde 2020, mas por determinação do juiz responsável pelo caso não poderá ser vendido até o fim da disputa judicial.
De acordo com o advogado de Fátima Sampaio Moreira (viúva de Cid), Davi de Souza Saldaño, a venda, que até o momento está paralisada, só poderá ser concluída após a liberação do juiz. E, se isso acontecer antes do fim do impasse judicial, o dinheiro deve ir para os autos do inventário, que é o motivo da disputa entre as partes.
Cercada por natureza em um condomínio da região serrana do Rio de Janeiro, a mansão de Cid Moreira é regada de luxos e possui 1000 metros quadrados construídos em um terreno de 6 mil metros quadrados com área de mata e um lago, varanda, 5 quartos, piscina, espaço gourmet e até um anexo para hóspedes.
De acordo com o jornal O Globo, o custo de manutenção do imóvel é de aproximadamente R$ 10 mil por mês.
Antes de morrer em outubro de 2024, Cid Moreira deixou registrado em testamento público que seus dois filhos, Rodrigo e Roger Moreira, não teriam direito à herança. O apresentador também era pai de Jaciara, que morreu em 2020 por causa de uma enfisema pulmonar.
O conflito familiar teve início em 2021, quando os filhos pediram a interdição de Cid, alegando que a esposa dele, Fátima Sampaio Moreira, com quem vivia desde 2000, estaria se beneficiando indevidamente do patrimônio. Na ação, Rodrigo e Roger acusaram Fátima de vender 11 dos 18 imóveis do pai, transferir cerca de R$ 40 milhões para o exterior e até mesmo manter o apresentador em cárcere privado.
As acusações foram investigadas, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro arquivou o caso em 2023. Depois da morte de Cid, a decisão do apresentador gerou uma disputa judicial após os dois filhos recorreram à Justiça para tentar acessar parte dos bens do apresentador. O impasse ainda está em andamento.