Com a estreia de “A Odisseia” nos cinemas brasileiros na última quinta-feira, 16 de julho de 2026, Matt Damon voltou ao centro das atenções de Hollywood.
Em meio à divulgação do épico de Christopher Nolan, o intérprete do herói grego Odisseu participou do podcast “Good Hang with Amy Poehler” e relembrou os bastidores do filme que mudou sua carreira, “Gênio Indomável”, além da convivência com Robin Williams, a quem descreveu como alguém que "ficava remoendo" o próprio trabalho.
Para entender a importância desse relato, no entanto, é preciso voltar quase 30 anos no tempo, quando Matt Damon saiu do anonimato com “Gênio Indomável” e conheceu o lendário ator.
Um dos filmes mais icônicos dos anos 1990, “Gênio Indomável” começou a ser escrito por Matt durante uma disciplina de dramaturgia na Universidade de Harvard e ganhou forma quando o ator decidiu levar a história até Ben Affleck, seu melhor amigo desde a época do colégio.
Juntos, eles criaram a história de Will Hunting, um jovem prodígio da matemática que trabalhava como faxineiro do MIT, mas, após ser descoberto por um professor, aceita fazer terapia com Sean Maguire, um psicólogo que o ajuda a enfrentar seus traumas e enxergar a própria vida de outra forma.
O longa-metragem, estrelado pelo próprio Matt Damon como Will e por Ben Affleck como seu melhor amigo Chuckie, contou com toda a sabedoria e experiência de Robin Williams no papel do Dr. Sean Maguire – o que rendeu ao ator seu único Oscar da carreira, embora já tivesse participado de títulos icônicos como “Bom Dia, Vietnã” (1987) e “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989).
Além da estatueta de Melhor Ator Coadjuvante para Williams, “Gênio Indomável” venceu também a categoria de Melhor Roteiro Original da premiação e conquistou outras sete indicações, incluindo a de Melhor Filme.
Durante sua passagem pelo programa “Good Hang with Amy Poehler”, Matt Damon relembrou essa que talvez seja uma das “histórias de origem” mais inspiradoras de Hollywood e falou com muito carinho do ator e comediante Robin Williams, que tirou a própria vida em agosto de 2014.
“Ele era generoso assim. Foi uma experiência transbordante de generosidade”, comentou. “Isso foi algo que nós escrevemos e tínhamos guardado por cinco anos, e nós vimos a seriedade com que ele levou a situação e quão preparado estava."
Matt contou ainda que Williams era uma das pessoas mais preocupadas no set, sempre pensando em suas cenas e querendo regravá-las para que ficassem perfeitas.
“Robin chegava em casa e ligava. Ele era um pensador e havia coisas que revisamos e refilmávamos. Nós já tínhamos gravado 15 vezes, e Ben e eu sabíamos que tínhamos conseguido, Gus sabia que tínhamos conseguido”, esclareceu.
Damon contou ainda que a última fala do filme nasceu de um improviso do ator, algo que, no mesmo momento em que ouviu, simplesmente sabia ser perfeito para o encerramento da produção.
“A última fala do filme ainda não tinha sido escrita. Ele só deveria aparecer, ler uma carta e pronto. [...] Então ele simplesmente começou a improvisar falas, e lá pela nona fala ele abriu a porta, olhou, leu a carta e disse… Sabe quando um diálogo cai do céu?”, revelou.