Michael Jackson será tema de uma série documental do canal britânico Channel 4, que será lançada nesta quarta-feira (04). “The Trial” trata do julgamento e da absolvição do cantor das acusações de abuso sexual infantil.
Divida em quatro episódios, “The Trial” promete levantar "questões profundas sobre fama, raça e o sistema judiciário americano" e ir “além do circo midiático”. O documentário traz depoimentos e conteúdos inéditos sobre o caso, entre eles, um áudio, onde o próprio Michael fala da sua relação com as crianças.
"As crianças... Só querem me tocar e me abraçar”, argumenta Michael. “As crianças acabam se apaixonando pela minha personalidade – às vezes, isso me mete em encrenca”, completa o rei do pop, cuja morte traz uma coincidência com Madonna.
Este trecho consta no trailer divulgado pelo canal, mas há outras gravações reveladas no documentário, segundo o tabloide americano New York Post. "Se você me dissesse agora... 'Michael, você nunca mais poderá ver outra criança'... Eu me mataria", teria dito o cantor em outro áudio.
Michael foi acusado de molestar um menino, fornecer álcool a uma criança, embriagar um menor para abusá-lo e planejar manter um menor e sua família em cativeiro no rancho Neverland. Ele foi considerado inocente de todas as acusações após o julgamento em 2005.
Pouco mais de 6 meses depois de completar 50 anos, Michael reuniu milhares de fãs e a imprensa para anunciar a residência de shows "This Is It". O cantor faria, inicialmente, 10 apresentações, mas a demanda gigantesca fez com que o número de concertos subisse para 50. Pessoas próximas e fãs defendem a tese de que o artista não estava com saúde suficiente para enfrentar a maratona a qual foi submetido.
Os shows aconteceriam entre julho de 2009 e março de 2010, mas Michael veio à óbito 18 dias antes do espetáculo estrear. O astro foi vítima de uma intoxicação aguda com o anestésico Propofol. O remédio foi dado pelo próprio médico particular do cantor, o cardiologista Conrad Muray, para ajudá-lo a dormir.
Conrad foi condenado a quatro anos de prisão por homicídio culposo, mas foi liberado após cumprir pouco menos de dois anos da pena. No ano seguinte, ele voltou a exercer a profissão.
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