O influencer Buzeira se tornou um dos assuntos mais comentados desta terça-feira (14). O motivo? Ele foi preso pela Polícia Federal (PF), em uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas. Os agentes cumpriram 11 ordens de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
No entanto, essa não é a primeira vez que Buzeira ganha manchetes na mídia. Em 2023, o influenciador foi destaque ao presentear Neymar. Na ocasião, ele participava do “Ney em Alto Mar”, cruzeiro promovido pelo atleta.
Buzeira presenteou Neymar com um colar que já estava em seu pescoço durante uma festa no cruzeiro. Segundo o influenciador, o jogador demonstrou ter gostado da peça e, então, ele decidiu dar a joia, avaliada em R$ 2 milhões, ao craque. O influenciador já era investigado pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro, roubo e formação de quadrilha.
“Foi nessa hora que eu resolvi presentear um cara que é minha maior referência, dei minha corrente em forma de medalha. Aonde esse cara chegou, poucos vão chegar. Aprendi que ele não é uma estrela, é um ‘et’. Não foi à toa que ele foi escolhido. Diferente dos iguais, muito gente fina”, enalteceu.
Buzeira ficou famoso na internet ao ostentar uma vida de luxo e promover rifas de carros e outros artigos de grife. Só no Instagram, são mais de 15,3 milhões de seguidores. Nesta segunda-feira (14), pouco antes da prisão, ele mostrou a construção de uma quadra de golf em sua mansão.
Segundo a investigação, o dinheiro do esquema de lavagem de dinheiro pode ter sido alocado em bets e outras ferramentas de apostas. A Polícia apreendeu carros de luxo importados, joias e dinheiro em espécie. Mais de R$ 630 milhões foram bloqueados.
“Era um sistema de remessa e lavagem de dinheiro para o exterior, num montante considerável, envolvendo corretoras de criptomoedas e algumas empresas de aposta on-line, conhecidas como bets. O foco da operação foi a descapitalização da organização criminosa. Nós pedimos o bloqueio de mais de R$ 630 milhões que foi deferido pela Polícia federal, além da apreensão de carros, aeronaves, jet-skis e imóveis em poder da organização criminosa”, explica o delegado Marcelo Maceiras, da PF, em depoimento publicado pelo G1.
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