Não há dúvidas de que a novela 'A Viagem' é um dos maiores fenômenos da TV. em mais uma reprise na Globo, o folhetim de Ivani Ribeiro conquista novas gerações de público.
Para a produção caprichada, existem alguns sacrifícios. Após a morte de Otávio Jordão (Antonio Fagundes), o 'céu' surge como um lar tranquilo e rodeado de paz.
No entanto, para realizar as lindas cenas, os figurantes da novela tinham uma rotina incessante. As gravações eram feitas em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, exatamente em um campo de golfe alugado pela Globo.
Como a locação era distante, os profissionais envolvidos acordavam de madrugada, às 3h, para estar às 6h na porta da Globo, na época, no bairro Jardim Botânico. Após, pegavam um ônibus rumo à Nogueira, distrito de Petrópolis.
Segundo matéria publicada pelo jornal O Globo, em setembro de 1994, 85 figurantes faziam parte do percurso. Ao chegar no local, eles recebiam café com leite e pão com manteiga; em seguida, eram levados para a caracterização.
As crianças brincavam, observadas pelos pais, que, em geral, participavam das gravações. Havia um casal de namorados que alternava o trabalho com os estudos na faculdade.
Por volta de 13h30, havia intervalo para o lanche: dois sanduíches, uma maçã, um pacotinho de biscoitos, dois bombons e um refrigerante. E seguiam com as gravações até o fim da tarde, quando, a maioria, retornava para a capital.
Exibida entre abril e outubro de 1994, 'A Viagem' foi ao ar durante a implementação do Plano Real. Os figurantes ganhavam uma diária de R$ 8. Na época, o salário mínimo era de R$ 64,79; foi posteriormente recalculado para R$ 70. Logo, os R$ 8 correspondiam a cerca de 11%, o que hoje, com o salário mínimo em R$ 1518, gira em torno de R$ 166.