O primeiro capítulo da novela 'Coração Acelerado', a nova trama das sete da Globo, deu o que falar. O início da obra, que estreou nesta segunda-feira, 12, trouxe grande foco no mundo sertanejo em meio a histórias dramáticas com amor à primeira vista, segredo e mortes.
Mas o que deu certo e errado? O Purepeople lista algumas falhas e acertos que já caíram na boca do povo. Confira!
Um dos momentos mais emocionantes da estreia foi a homenagem à eterna Marília Mendonça. A aparição da cantora, em imagens de arquivo, interpretando 'Eu Sei de Cor' diante de cerca de 40 mil pessoas, foi feita com pura emoção.
A cena foi respeitosa, sensível e dialogou diretamente com o espírito da novela, que valoriza a força feminina no sertanejo.
A abertura, ensolarada e dinâmica, apresentou bem o universo sertanejo moderno. As imagens dialogam com a trajetória de ascensão da protagonista Agrado, vivida por Isadora Cruz.
A escolha de “Olha Onde Eu Tô”, de Ana Castela, foi certeira: atual, popular e com tudo para virar chiclete na programação diária.
Ver Leandra Leal (a vilã Zilá) e Letícia Spiller (a intensa Janete) em ação foi um verdadeiro deleite. As duas atrizes estavam longe das novelas e mostraram, logo no primeiro capítulo, o quanto fazem falta.
Apesar do bom ritmo e das cores vibrantes, a abertura também tropeçou. A logo da novela, com estética que remete a tramas mexicanas, destoou da proposta moderna. Já a voz em off lendo o título 'Coração Acelerado' soou forçada.
A escalação de Paula Fernandes como a avó de Agrado não convenceu. A caracterização pareceu forçada, com um envelhecimento artificial que não funcionou em cena.
Parece que foi ontem que Mário Sergio morreu no remake de 'Vale Tudo'. Thomás Aquino se despediu da novela das nove no final de setembro, e três meses depois já está no ar novamente.
A crítica não é pela atuação do ator, que brilhou nesse primeiro capítulo como o locutor e empresário mau-caráter Ronei Soares.
O grande problema é que a Globo segue repetindo atores que saíram pouco tempo da telinha, ou seja, não há tempo de esfriar a imagem do artista.
A primeira fase da novela apresentou os protagonistas ainda crianças, participando de um concurso musical. Apesar do talento dos pequenos, faltou cuidado na escolha física. Rafael Rara, o João Raul infantil, não guarda semelhança com Filipe Bragança, comprometendo a continuidade visual.
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