Aos 46 anos, Taís Araújo chega no auge da sua maturidade com um grande desafio: dar sua cara à nova versão de um trabalho icônico com mais de 30 anos de história. Se no início de 'Vale Tudo', houve muitas caras feias por parte do público, imprensa e profissionais da área sobre a intérprete de Raquel, agora é hora de tirar o chapéu para a atriz.
Taís Araújo disse para o Purepeople na coletiva de 'Vale Tudo', em meados de março, que recebeu elogios de Regina Duarte, a intérprete de Raquel de 1988. E agora pode receber de todos que assistem ao remake assinado por Manuela Dias.
Nesse sentido, existem algumas cenas ou momentos que podem provar que ela era a atriz perfeita para assumir o papel da mulher ética das nove.
Em primeiro lugar, a semana de estreia, em março, apresentou Taís como Raquel, de forma segura, ao fazer a mãe que não acredita no golpe da filha. Na ocasião, Maria de Fátima (Bella Campos) vendeu a casa do avô, deixando-a na rua. A reação de Raquel foi de chorar.
Outro destaque foram as surras de Raquel em Maria de Fátima, e muitos telespectadores sentiram como se estivessem no lugar dela, extravasando anos de frustração e decepções. E não estamos falando só da icônica cena do vestido rasgado, mas também de uma atuação intensa que trouxe camadas à personagem.
Na semana passada, a personagem acabou com a prova do vestido da filha, em uma cena tensa em que Taís arrasou. A comparação foi inevitável com o mesmo momento de Regina Duarte e Glória Pires. Para muitos, a nova versão foi melhor elaborada.
Por fim, o capítulo desta segunda, 14, mostrou diversos momentos em que Taís está segura no papel, e imprimindo emoção. Em um diálogo com Bartolomeu, (Luís Mello em excelente performance), ela discutiu como enfrentar uma entrevista mesmo carregando dores pessoais. E depois celebrou, discretamente, sua primeira capa de revista ao lado de Poliana (Matheus Nachtergaele).
Taís Araújo reverteu a má impressão deixada por sua apagada Helena em 'Viver a Vida', no ano de 2009. A atriz da vez foi criticada por falta de expressão e pela terrível cena aos pés de Lília Cabral, que desferiu um tapa na personagem.
Aqui, vale frisar que o erro do folhetim de Manoel Carlos está em um contexto geral, e não na atuação de sua intérprete. Hoje, é impossível não tirar o chapéu para ela.
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