Atualmente no ar em 'Rainha da Sucata', no Vale a Pena Ver de Novo, Flavio Migliaccio dá vida a seu Moreiras, o engraçado comerciante apaixonado pela icônica Dona Armênia (Aracy Balabanian).
O folhetim de Silvio de Abreu foi um dos grandes trabalhos do veterano, que foi encontrado morto em seu sítio aos 85 anos, em maio de 2020.
No entanto, o artista morreu há cinco anos sem receber uma 'gorda' indenização contra a TVE. De acordo com a colunista Fábia Oliveira, na época, ainda no jornal O DIA, o artista processa a emissora devido à destruição de parte do seu trabalho.
A TVE possuía cerca de 400 capítulos da série 'Tio Maneco', protagonizada pelo ator. O material foi destruído pela ação do tempo. Ao todo, foram 444 episódios entre os anos de 1981 e 1985.
Na ocasião, Flávio lutou por duas décadas na justiça para conquistar a ação. Após sua morte, a viúva Yvonne e o filho, Marcelo Migliaccio, entraram como sucessores.
Na época, a ACERP (Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto), que substitui a TVE na disputa, pediu que a ação fosse suspensa. Mas o advogado da família, Sylvio Guerra, não abriu mão e declarou contra a associação.
“A ACERP deu uma de ‘urubu na carniça’, meramente para fins procrastinatórios, já que o processo está com o perito e não depende de nenhum ato das partes ou da juíza, não havendo qualquer necessidade de suspensão. Comportamento desrespeitoso, desleal...", disse.
Em dezembro de 2020, sete meses após a morte do ator, a juíza Flavia Gonçalves Moraes Alves, da 14ª Vara Cível do Rio de Janeiro, fixou o valor da indenização em R$ 33 milhões.
Mesmo assim, a defesa da Acerp entrou com um pedido de efeito suspensivo em segunda instância para evitar o pagamento. Segundo o site Na Telinha, que entrou em contato com a família do artista, não houve retorno para saber se o pagamento da indenização foi realizado.