Durante meses eu tinha certeza de que tinha encontrado “o meu cheiro”. Aquele aroma limpinho, levemente talcado e aconchegante, capaz de me fazer sentir que, mesmo com a vida de cabeça para baixo, pelo menos eu estava com tudo sob controle no quesito perfume.
Sim, estou falando da colônia da Nivea, aquela que reproduz fielmente o cheirinho clássico da latinha azul. Não vou negar que o entusiasmo foi real e continuo achando a proposta interessante. Mas o tempo e o uso diário têm um jeito curioso de mudar as coisas: o que no começo parece envolvente e confortável pode acabar se tornando… exagerado.
Foi exatamente o que aconteceu comigo. Depois de semanas usando, reaplicando ao longo do dia e passando horas com aquele cheiro de “acabei de sair do banho e me enchi de hidratante”, comecei a me sentir um pouco sufocada.
O aroma, apesar de limpo, começou a chamar mais atenção do que eu gostaria. Em vez de ser discreto, passou a ser protagonista. E nem sempre queremos que o perfume chegue antes da gente.
Foi aí que encontrei a alternativa ideal. A mesma proposta de cheiro limpo e atalcado, só que com mais refinamento. Não é exagero dizer que Narciso Rodriguez Poudrée lembra muito o cheirinho de creme da Nivea. Ou melhor: ele traduz a ideia do aroma da Nivea, mas com um toque mais elegante, mais discreto e, principalmente, mais fácil de usar no dia a dia.
É um perfume com aquela assinatura atalcada, sim, porém longe de ser sem graça. A abertura traz flores suaves, como jasmim branco e rosa búlgara, que aparecem de forma delicada, sem invadir o ambiente.
Depois surge o almíscar atalcado característico da marca, responsável por aquela sensação de reconhecimento imediato. A diferença é que aqui o cheiro não domina tudo ao redor nem fica “grudado” de forma excessiva. Ele permanece numa distância confortável. Está presente, mas não sufoca. Acompanha, mas não toma conta.
O grande diferencial está nas notas de fundo. Vetiver e madeiras de cedro, tanto branco quanto negro, acrescentam uma dose de calor sutil, quase imperceptível, mas essencial. Isso faz com que a fragrância vá além do simples “cheiro de banho tomado” e evolua para algo mais íntimo, mais próximo da pele.
É limpo e atalcado, mas não óbvio nem literal. E é justamente essa sofisticação que acaba fazendo falta na colônia da Nivea. É aquele tipo de fragrância que você sente quando se movimenta, quando veste um casaco ou aproxima o pulso do rosto. Não invade o ambiente, não anuncia sua presença em voz alta. Para quem se sente incomodada com perfumes muito marcantes, isso vale ouro.
A colônia da Nivea abriu meus horizontes e me lembrou do quanto eu gosto de aromas limpos, talcados e reconfortantes. Mas o Narciso Rodriguez Poudrée, que até o fechamento desta matéria está disponível na Sephora Brasil na versão de 50 ml por R$ 809,10 ou em 10 parcelas de R$ 80,91, é como se fosse a versão mais refinada e bem-acabada dessa mesma ideia. Mais elegante, mais equilibrado e, acima de tudo, mais fácil de usar todos os dias sem enjoar.
Se eu voltaria para a da Nivea? Provavelmente não. Se o Poudrée virou meu perfume fixo? Sem a menor dúvida.
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