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Beatriz Ruiz, psicóloga: 'É impossível ter uma conversa com alguém que não tenha inteligência emocional'
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 17:56
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Entenda por que é difícil se comunicar com alguém que não tem inteligência emocional e como mudar seus hábitos
Na novela 'Por Você', Vanessa (Alinne Moraes) é um exemplo de personagem com quem qualquer tentativa de entendimento parece virar uma nova discussão. Na novela 'Por Você', Vanessa (Alinne Moraes) não escuta os conselhos da mãe, Pilar (Renata Sorrah), e se recusa a aceitar que seu casamento com Gabriel (Thiago Lacerda) chegou ao fim. “É impossível ter uma conversa com uma pessoa sem inteligência emocional.” A frase da psicóloga Beatriz Ruiz parece cirúrgica, mas ajuda a entender por que alguns diálogos parecem não levar a lugar nenhum, mesmo quando uma das partes tenta explicar seus sentimentos com calma. Segundo a psicologia, existe o desejo de esclarecer um mal-entendido, expressar uma mágoa ou simplesmente entender o que aconteceu. O problema é que nem sempre a outra pessoa está disposta a ouvir. Um dos obstáculos apontados pela psicóloga é a falta de foco no assunto principal. Em vez de discutir o que provocou o conflito, a conversa pode tomar outro rumo.

“É impossível ter uma conversa com uma pessoa sem inteligência emocional.” A frase da psicóloga Beatriz Ruiz parece cirúrgica, mas ajuda a entender por que alguns diálogos parecem não levar a lugar nenhum, mesmo quando uma das partes tenta explicar seus sentimentos com calma. 

Na novela 'Por Você', Vanessa (Alinne Moraes) é um exemplo de personagem com quem qualquer tentativa de entendimento parece virar uma nova discussão. A vilã não escuta os conselhos da mãe, Pilar (Renata Sorrah), e se recusa a aceitar que seu casamento com Gabriel (Thiago Lacerda) chegou ao fim. 

Mesmo quando o ex-marido deixa claro que não deseja retomar a relação, a dondoca insiste em alimentar o conflito. Com Bela (Sheron Menezzes), sua rivalidade também transforma situações corriqueiras em motivos para novos embates.

Fora da ficção, situações semelhantes podem ser emocionalmente desgastantes. Segundo Beatriz Ruiz, conversas mal resolvidas podem se tornar uma fonte significativa de sofrimento, principalmente quando envolvem um ex-parceiro, um amigo ou alguém da família. 

Muitas vezes, existe o desejo de esclarecer um mal-entendido, expressar uma mágoa ou simplesmente entender o que aconteceu. O problema é que nem sempre a outra pessoa está disposta a ouvir.

“Muitas vezes queremos ter uma última conversa após um término de relacionamento ou falar com um amigo ou familiar sobre algo específico”, destaca a especialista. 

Antes de tentar esse diálogo, porém, é comum surgir uma dúvida: será que vale a pena conversar, especialmente quando já sabemos como a outra pessoa costuma reagir?

Por que algumas conversas nunca chegam a lugar nenhum?

Um dos obstáculos apontados pela psicóloga é a falta de foco no assunto principal. Em vez de discutir o que provocou o conflito, a conversa pode tomar outro rumo. A pessoa que se sente confrontada passa a questionar o tom de voz, a maneira como o outro se expressa ou até mesmo sua personalidade.

Assim, o problema inicial fica em segundo plano e o diálogo se transforma em uma disputa para determinar quem está certo. Em vez de tentar compreender o sentimento do outro, cada um passa a se defender, e a possibilidade de chegar a um entendimento diminui. 

É nesse cenário que muitas pessoas começam a acreditar que precisam encontrar as palavras perfeitas para serem compreendidas. 

Ruiz, no entanto, chama a atenção para um ponto importante: nem tudo depende da maneira como alguém se comunica. 

“Você pode explicar as coisas perfeitamente”, diz a psicóloga, mas isso não garante que a mensagem será recebida como pretendido. Segundo a especialista, algumas pessoas estão “muito focadas em se defender e não o suficiente em entender” o que o outro está tentando transmitir.

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Quando é melhor parar de insistir em uma conversa?

Reconhecer os limites de um diálogo também faz parte do cuidado com a saúde emocional. Isso não significa fugir de conflitos ou deixar de expressar sentimentos importantes, mas entender que uma conversa exige disposição de ambas as partes. 

Não basta uma pessoa querer resolver o problema se a outra não demonstra interesse em ouvir, refletir ou encontrar uma saída. Por isso, antes de insistir em uma conversa difícil, vale observar se existe espaço para uma troca respeitosa. 

A outra pessoa consegue ouvir sem interromper constantemente? Demonstra interesse em compreender o que aconteceu? Está disposta a reconhecer que pode ter contribuído para o conflito? Essas atitudes ajudam a perceber se há condições para um diálogo produtivo.

Por fim, Beatriz Ruiz propõe uma reflexão importante: em determinadas situações, aceitar a própria experiência pode ser mais importante do que buscar validação externa. Nem sempre haverá um pedido de desculpas, uma explicação satisfatória ou o reconhecimento esperado.

Às vezes, seguir em frente significa aceitar que a conversa desejada talvez nunca aconteça da maneira imaginada.

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Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
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