Quase 48 anos após sua morte, o nome de Elvis Presley continua a mover paixões, teorias e muita curiosidade. Nesta segunda-feira (26), a 'Tela Quente', da TV Globo, exibe o filme biográfico sobre o astro, dirigido por Baz Luhrmann, e a pergunta permanece: o que, de fato, matou o maior ícone da música do século 20?
Aproveitando o burburinho em torno do longa, o portal Purepeople, com base em uma reportagem do britânico Daily Star, fez uma retrospectiva detalhada dos últimos dias do Rei — marcados por vício, decadência e uma ligação telefônica que ainda choca o público.
Quase cinco décadas após sua morte, Elvis Presley continua a intrigar o mundo — não apenas por seu legado musical, mas pelas circunstâncias dramáticas que cercaram seus últimos dias. Ícone absoluto da cultura pop, o Rei do Rock morreu em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos, vítima de uma parada cardíaca em sua mansão, Graceland, nos Estados Unidos. Mas por trás do diagnóstico oficial havia um quadro sombrio de vício em remédios, decadência física e abandono médico.
A revelação da morte de Elvis veio de forma brutal para sua ex-namorada, Linda Thompson. Em sua autobiografia publicada em 2016, A Little Thing Called Life, ela conta que o telefonema com a notícia veio de ninguém menos que Lisa Marie Presley, filha do cantor, que tinha apenas 9 anos.
“Ele está sufocado no tapete”, repetia a menina.
A frase ecoou de forma devastadora na memória de Linda. “Fiquei lá, catatônica, olhando para o receptor”, lembrou.
Linda namorou Elvis de 1972 a 1976, quando ainda era uma jovem miss e aspirante a atriz. Segundo ela, a relação foi marcada por momentos intensos — inclusive episódios em que ela chegou a salvar a vida do cantor após overdoses.
“Durante meus anos de amor e carinho por ele, cuidei de Elvis em circunstâncias mortalmente comprometedoras, como a que Lisa acabara de descrever”, escreveu.
Apesar da imagem de ídolo vigoroso nos palcos, Elvis travava uma guerra silenciosa contra o abuso de medicamentos prescritos. Tomava pílulas para dormir, para acordar, para se apresentar. Era um ciclo vicioso. “Naquela época, eu nem sabia que se podia abusar de remédios receitados”, confessou Linda. O próprio Elvis acreditava que, por terem sido prescritas por médicos, as substâncias eram inofensivas.
O vício, segundo relatos, se intensificou após o divórcio de Priscilla Presley, em 1973. A partir dali, o Rei do Rock mergulhou em uma espiral de dependência química e isolamento.
Nos últimos meses de vida, Elvis estava irreconhecível. Com cerca de 160 kg, precisava de ajuda até para levantar da cama. Sofria de dores, falta de ar e dependia de enfermeiras para tudo. Segundo a autópsia, o coração do cantor havia dobrado de tamanho, e ele apresentava enfisema pulmonar, doença cardíaca grave e prisão de ventre severa — com resquícios no intestino acumulados por mais de quatro meses.
Os efeitos do uso contínuo de sedativos e analgésicos já eram visíveis. Mas, curiosamente, a primeira declaração oficial do legista descartou qualquer ligação entre a morte e o uso de medicamentos.
Embora a causa oficial da morte tenha sido registrada como parada cardíaca, muitos especialistas e pessoas próximas ao astro acreditam que o abuso de medicamentos prescritos foi o verdadeiro vilão. A insistência do legista Dr. Jerry Francisco de que “as drogas não tiveram nenhum papel” levantou suspeitas — e alimenta teorias até hoje.
A verdade é que, por trás dos óculos escuros e do topete impecável, Elvis era um homem em colapso, física e emocionalmente. Uma estrela que brilhou intensamente — e que se apagou de forma dolorosa.
A história de Elvis Presley é, ao mesmo tempo, a de um meteoro e de um homem frágil. Um talento gigantesco, consumido pela fama, pelo isolamento e por um vício silencioso, em uma época em que saúde mental e dependência química eram tabus.
Enquanto sua música segue imortal, os detalhes cruéis de sua morte revelam o quanto o peso da lenda custou caro à figura humana por trás do ídolo.
player2
player2