[ALERTA: o texto a seguir aborda assuntos relacionados a violência contra mulher. Caso você esteja passando por uma situação de violência doméstica ou conheça alguém que precise de ajuda, procure a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas pelo telefone 180, ou a Delegacia Especializada da Mulher (DDM) mais próxima]
A médica e influenciadora Raphaella Brilhante veio a público se manifestar sobre a violência doméstica sofrida durante o casamento com o cantor João Lima. Um mês após o caso se tornar público, ela acusa a família do agressor de violência psicológica e moral.
“Sim! Eu sobrevivi a uma tentativa de feminicídio. Essa semana vai estar completando 1 mês desde que tudo aconteceu, desde que tudo veio à tona. Essa semana vai fazer 1 mês e eu sigo sendo ameaçada e me sentindo com medo”, iniciou Raphaella, em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
Raphaella não cita nomes, mas o pai de João é o político Cicinho Lima, suplente de deputado estadual na Paraíba. “A família do agressor segue tentando me descredibilizar, segue tentando e fazendo violência psicológica comigo”, apontou.
A doutora destaca que esse cenário também é reconhecido pela Lei Maria da Penha. “Ontem, mais uma vez, fui atacada por parte da família do agressor. E é sobre isso que quase ninguém fala: muitas vezes, quando a vítima vai embora, a violência apenas muda de forma. Ela sai das quatro paredes e vai para as redes sociais. Vira insinuação. Vira mentira. Vira tentativa de descredibilização. Vira pressão psicológica.”
Raphaella afirma que houve uma tentativa de silenciamento contra ela. “Tentam me silenciar. Mas cada tentativa só reforça o quanto precisamos falar. Precisamos de leis que também alcancem quem perpetua a violência depois do fato. Precisamos de proteção enquanto ainda estamos tentando nos reconstruir”, reforçou.
Raphaella também falou sobre a frustração de perceber, ainda no começo do casamento, que seu marido era um agressor. O matrimônio durou apenas dois meses e a primeira violência física teria acontecido ainda na lua de mel.
“Tudo começou com um sonho, com algo que eu acreditava ser amor, entregando minhas madrugadas de oração, entregando o melhor de mim o tempo todo. Para mim, é inacreditável que, além de me agredir das piores formas, logo após o casamento, em um período de apenas 2 meses, tentar me sufocar, mas o que é inacreditável para mim é a realidade de muitas mulheres”, refletiu.
Raphaella argumenta que deseja ajudar outras mulheres ao tornar seu caso público. “Eu não estou aqui apenas por mim. Estou aqui por todas que não conseguiram falar. Por todas que foram caladas. Por todas que ainda estão com medo.”