Regina Duarte debocha de adesivos de Lula e faz 'campanha' para Flávio Bolsonaro; atriz que ficou 74 dias na Cultura vê aliados políticos defenderem o fim da agência do cinema brasileiro
Publicado em 12 de outubro de 2026 às 15:01
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Regina Duarte reagiu a adesivos com o número 13 em um cartaz de sua peça e fez o 22 para Flávio Bolsonaro. Na Câmara, deputado do PL propõe extinguir a Agência Nacional do Cinema
Regina Duarte debocha de adesivos de Lula e faz 'campanha' para Flávio Bolsonaro; atriz que ficou 74 dias na Cultura vê aliados políticos defenderem o fim da agência do cinema brasileiro Regina Duarte ironizou adesivos com o número 13, associado a Lula, colocados sobre seu rosto em um cartaz da peça A Filha da.... Na publicação, a atriz fez o 22 para Flávio Bolsonaro Regina Duarte debochou de adesivos de Lula colados sobre seu rosto em um cartaz de teatro em São Paulo. A atriz reagiu nas redes sociais e sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro ao fazer o gesto do número 22 Regina Duarte deixou a Globo para assumir a Secretaria Especial da Cultura no governo Jair Bolsonaro, mas permaneceu no cargo por 74 dias. Anos depois, a atriz voltou a se posicionar politicamente ao sinalizar apoio a Flávio Bolsonaro Regina Duarte ficou 74 dias à frente da Secretaria Especial da Cultura durante o governo Jair Bolsonaro. Em outubro de 2026, a atriz voltou ao noticiário político ao ironizar adesivos de Lula e fazer o 22 para Flávio Bolsonaro

Regina Duarte voltou a se manifestar politicamente em um momento decisivo da campanha eleitoral. Nesta segunda-feira (12), após meses de silêncio, a atriz publicou uma foto do cartaz de "A Filha da...", espetáculo em que contracena com a filha, Gabriela Duarte, em São Paulo.  Sobre seu rosto, alguém havia colado adesivos com o número 13, associado à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Foi então que ela resolveu ironizar a situação.

“Olha só o que fizeram na foto/cartaz que estava na rua do meu espetáculo ‘A FILHA DA’! Tem cabimento?! Abusados, não?! Dá bem pra ver que me obrigaram a fazer o 22! KKKKKK!!!”, escreveu a artista, em referência ao número associado ao PL. A publicação marcou seu primeiro posicionamento eleitoral explícito após um período sem declarar em quem pretende votar.

Em 2020, Regina deixou a Globo após cerca de 50 anos de vínculo profissional para assumir a Secretaria Especial da Cultura no governo de Jair Bolsonaro. Permaneceu no cargo por 74 dias. Agora, ela sinaliza apoio ao candidato do mesmo partido do deputado federal Capitão Augusto, que propõe extinguir a Agência Nacional do Cinema (ANCINE).

Os 74 dias de Regina Duarte na Secretaria da Cultura

Em 2020, Regina aceitou o convite de Jair Bolsonaro para assumir a Secretaria Especial da Cultura, após a saída de Roberto Alvim. Depois de décadas como atriz de televisão, repleta de personagens icônicos, ela passou a ocupar uma função pública ligada à formulação e à execução de políticas culturais.

A gestão durou somente 74 dias e foi marcada por controvérsias envolvendo nomeações, críticas de artistas e questionamentos sobre a atuação da secretaria. Em maio daquele ano, durante uma entrevista à CNN Brasil, Regina foi questionada sobre a ditadura militar e as violações cometidas pelo regime. “Sempre houve tortura, não quero arrastar um cemitério”, declarou. 

Na ocasião, a artista foi bastante criticada por outros nomes do cenário que consideraram que a resposta minimizava a gravidade da violência praticada pelo Estado.

A passagem pelo governo ocorreu também durante a pandemia de Covid-19, quando o fechamento de teatros, cinemas e espaços culturais agravou as dificuldades enfrentadas por profissionais do setor. A atuação da secretaria foi alvo de cobranças em meio à crise. Posteriormente, Regina afirmou ter se arrependido de aceitar o cargo por não se considerar preparada para a função.

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Projeto de deputado do PL prevê extinguir a ANCINE

A discussão sobre cultura ganha outro elemento com o Projeto de Lei 994/2026, apresentado em 6 de março de 2026 pelo deputado Capitão Augusto, do PL de São Paulo. A proposta prevê extinguir a Agência Nacional do Cinema e transferir suas atribuições para uma secretaria específica do Ministério da Cultura. O texto também prevê a transferência de bens, contratos, processos e servidores.

De acordo com a ficha oficial de tramitação da Câmara dos Deputados, o projeto aguarda despacho do presidente da Casa.

É importante ressaltar que a proposta foi apresentada por um deputado do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Não há, com base nessas informações, comprovação de que o candidato tenha assumido a extinção da ANCINE como compromisso de campanha ou de que Regina Duarte tenha declarado apoio ao projeto.

A ANCINE regula e fiscaliza o mercado audiovisual e participa da execução de políticas públicas de fomento ao setor. Suas atribuições envolvem instrumentos que ajudam a estruturar a produção brasileira, incluindo iniciativas voltadas ao cinema e à produção independente.

Extinguir a agência não significaria, automaticamente, acabar com todo o financiamento público de filmes brasileiros. O impacto dependeria de como suas funções seriam redistribuídas, de quais recursos seriam mantidos e de como os mecanismos de regulação, fiscalização e fomento continuariam operando. Ainda assim, a mudança institucional poderia afetar prioridades, procedimentos e a capacidade de execução das políticas audiovisuais...

Para produtoras independentes e profissionais que dependem desses mecanismos, está em jogo a estrutura que regula o mercado e ajuda a viabilizar projetos que nem sempre encontram espaço ou recursos suficientes no mercado privado.

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