O embarque do Flamengo rumo à Lima, no Peru, acabou gerando uma agressão para jornalista da Globo que cobria o "AeroFla". Durante uma reportagem ao vivo para o "Jornal Hoje", Duda Dalponte teve o cabelo puxado por "torcedores" do rubro-negro, que disputa a final da Libertadores neste sábado (29) contra o Palmeiras.
"Uma agressão. Uma situação lamentável", disparou em sua rede social a profissional de 35 anos onde teve uma conversa franca de quase três minutos com seus seguidores. "Cheguei em casa depois de um dia bem cansativo. Normalmente, essas coberturas com torcida são bem cansativas, mas hoje foi ainda mais por conta do episódio que aconteceu. Estava entrando ao vivo para a Globo e puxaram meu cabelo", iniciou.
"Na primeira vez, eu achei que tinha sido sem querer. A gente está acostumada a fazer essas coisas com torcida e, às vezes, tem empurra-empurra, muvuca, o que é normal. Na segunda, eu vi que foi proposital. E, na terceira, eu virei pra tentar entender o que estava acontecendo e tentar achar quem estava fazendo aquilo. Conversei com torcedores ali, mas a gente não encontrou (o agressor)", continuou Duda.
Segundo Duda, em outras coberturas esportivas ela já foi atingida por tinta e bebida e teve o fone de ouvido retirado. "Como falei, estamos muito acostumadas a fazer essas coberturas com torcida, é supernomal, e a gente sempre tenta achar o lugar mais seguro possível dentro daquela situação e vai mais preparada psicologicamente, sabendo que a gente vai ter que lidar com muita gente empolgada", recordou.
Na sequência, a repórter da Globo afastou qualquer chance de classificar a atitude de "brincadeira". "Não são só empolgação. Tem algumas coisas que são agressões. E o que aconteceu hoje foi uma agressão. Uma situação lamentável. Fiquei muito triste por ter vivido isso e por isso ainda acontecer", lamentou a profissional, vivendo uma situação que já atingiu Beyoncé.
Duda ainda fez um importante pedido aos torcedores. "Espero que não se repita mais e que sirva de aprendizado para essas pessoas que faltam com respeito com jornalistas que estão na rua trabalhando, principalmente com mulheres. Que se toquem de alguma forma", pediu.
"Espero de verdade que esses torcedores sem noção, que não sei nem se a gente pode chamar de torcedor, que eles tenham vergonha de fazer essas coisas e que não façam de novo", reforçou a jornalista.