Escalada para a cobertura da Copa do Mundo de 2026 na TV Globo, a jornalista Karine Alves surpreendeu o público ao vivo ao quebrar o protocolo e expor um momento constrangedor que viveu logo ao desembarcar nos Estados Unidos.
Tudo aconteceu durante o "Bom Dia Brasil" de terça-feira (9). Enquanto atualizava os telespectadores sobre o forte esquema de fiscalização que as autoridades americanas estão impondo a delegações e jornalistas, Karine não escondeu o desconforto e decidiu compartilhar sua própria experiência na imigração, expondo uma diferença sutil, mas incômoda, no tratamento que recebeu em comparação aos seus colegas de equipe.
O gancho para o desabafo veio quando a repórter exibia imagens da seleção de Senegal sendo revistada e comentava o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que acabou barrado em Miami. Foi aí que Karine trouxe o relato pessoal para a tela.
"Está dentro da legalidade as pessoas serem abordadas na hora da imigração. Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu não entendi direito, mas pediram pra eu levantar meu cabelo, só que de uma forma um pouco ríspida e fiquei sem ação", afirmou a jornalista durante a transmissão.
Karine fez questão de tocar em uma ferida muito comum para quem viaja para fora do Brasil. Ela pontuou que o "procedimento padrão" parece ter um alvo bem específico. "Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, mas que outras colegas não passaram por aqui", acrescentou.
A jornalista notou que os outros profissionais da Globo que viajavam com ela passaram direto pela segurança, sem qualquer tipo de exigência parecida.
O relato de Karine se soma a uma série de polêmicas que estão transformando os aeroportos americanos em um verdadeiro campo de batalha burocrático às vésperas do Mundial.
Além do tratamento ríspido com a equipe da Globo, a imprensa internacional vem repercutindo o pente-fino excessivo na delegação de Senegal. Para completar o mal-estar diplomático, a Federação Iraniana de Futebol abriu uma reclamação formal após o cancelamento de uma cota de ingressos de seus torcedores.
O caso mais grave, no entanto, foi o de Omar Abdulkadir Artan. Eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025, ele foi impedido de entrar no país assim que pisou no Aeroporto Internacional de Miami. Segundo as autoridades locais, o veto aconteceu por conta de uma "verificação de antecedentes".
Com a Copa prestes a começar, os Estados Unidos deixam claro que não vão amolecer nos protocolos de segurança. Mas, se depender de jornalistas como Karine Alves, os excessos e os constrangimentos na fronteira não vão passar batidos e serão mostrados em rede nacional!
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