Ícone dos filmes de humor, Jim Carrey chega aos 64 anos neste sábado (17) acumulando uma série de sucessos, principalmente, no cinema. Astro de "O Máskara", "Ace Ventura" e "O Grinch", para o qual ganhou uma fortuna, o canadense reúne algumas sofridas dores na vida pessoal, incluindo nesse caso a morte trágica de uma ex-namorada em setembro de 2015.
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E também da luta contra a depressão, doença diagnosticada na mãe de Mel Maia e em um coreógrafo do "Dança dos Famosos", da Globo. Em diversas situações, o ator falou abertamente da própria saúde mental. "Não há nenhum sinal de depressão na minha vida. Depressão só acontece quando você não aceita o que é ou está interpretando um personagem. Então, quando eu tentei interpretar Jim Carrey, eu fiquei depressivo. Mas eu não quero mais tentar isso", afirmou.
Na opinião de Carrey, a depressão acaba sendo algo "positivo". "Depressão é seu corpo dizendo que não quer mais ser esse personagem, que esse avatar que você criou é demais para ele. Seu corpo precisa da depressão. Precisa de descanso do personagem que você tentou interpretar. Todos se perguntam por que estão depressivos? Porque estão tentando ser algo para o mundo e, assim que se libertarem disso, coisas melhores virão", opinou o astro de Hollywood.
Vale lembrar que o artista levantou a questão da saúde mental por conta do filme "O Mundo de Andy", no qual deu vida a um comediante. "Me fez perceber que existiu um personagem me interpretando por toda a minha vida (...). O fato é que você não existe. Você não é nada a não ser ideias", prosseguiu.
"Como um ator que interpreta personagens, se você mergulha demais neles, percebe que o seu próprio personagem é muito simples. Você pensa ‘Quem é o Jim Carrey? Eita, ele não existe de verdade", continuou o ator, negando desejar esse abalo emocional para outra pessoa.
Protagonista de divertidas comédias, Carrey explicou como se livrou do quadro depressivo. "Minha habilidade para entender o sofrimento, que é algo valioso, é o caminho para a salvação. Porque, uma vez que você o entende, você tem compaixão e, então, está livre. O que aconteceu depois foi uma energia boa e desesperada de só querer ser amado e amar, de criar e ser admirado", concluiu.
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