Shakira voltou aos holofotes, mas não só pela música. A artista chama atenção por um hábito que vai além da carreira e pode impactar diretamente a saúde: o domínio de múltiplos idiomas. E a ciência explica por quê.
Conhecida por hits globais e turnês internacionais, a cantora fala espanhol, inglês, francês, italiano e catalão, além de ter noções de árabe e português. Mais do que um diferencial profissional, essa habilidade pode funcionar como uma espécie de “escudo” para o cérebro.
Estudos recentes indicam que o bilinguismo, ou até o multilinguismo, está associado a um menor risco de desenvolver doenças como o Alzheimer e outros quadros de demência.
Uma pesquisa publicada na revista Nature Aging analisou mais de 86 mil pessoas, entre 51 e 91 anos, em 27 países. O resultado foi direto: quem fala mais de um idioma tende a ter um envelhecimento cerebral mais lento.
Outro estudo, realizado na Índia com mais de 1,2 mil participantes, chegou à mesma conclusão. Pessoas bilíngues apresentaram menor incidência de comprometimento cognitivo em comparação com aquelas que falavam apenas uma língua.
Especialistas explicam que aprender idiomas estimula a criação de novas conexões neurais. Esse processo fortalece a chamada “reserva cognitiva”, que ajuda o cérebro a resistir aos efeitos do envelhecimento.
Na prática, isso significa mais proteção para funções como memória, raciocínio e planejamento, áreas diretamente afetadas em doenças neuro degenerativas.
E tem mais: o aprendizado contínuo mantém o cérebro ativo, funcionando como um verdadeiro “treino mental”.
Embora seja mais fácil aprender línguas na infância, especialistas reforçam que nunca é tarde para começar. Cursos, aplicativos e até consumo de conteúdo em outro idioma já ajudam a estimular o cérebro.
No caso de Shakira, o hábito veio com a carreira internacional, mas pode ser adaptado à rotina de qualquer pessoa. Além de abrir portas no mundo, ainda protege a mente.