Suzane von Richthofen é a estrela de um documentário no qual revive detalhes do brutal assassinato dos pais, em outubro de 2002, e também da infância. Inventariante do espólio milionário de um tio encontrado morto no começo de 2025, a filha do casal Marísia e Manfred descreveu episódio de violência doméstica e afirmou que era muito cobrada pelos pais, que não lhe davam carinho e atenção.
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Condenada por participação no duplo homicídio, Suzane aparece em um documentário de cerca de 2 horas de duração para a Netflix - o programa não tem ainda data de estreia, mas foi lançado de forma restrita. "Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão", diz na gravação, segundo a coluna "True Crime", do jornal "O Globo".
Interpretada no cinema por Carla Diaz e na TV por Marina Ruy Barbosa, a irmã de Andreas acusou o pai de ser menos carinhoso do que a mãe. "Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando", diz Suzane, 42 anos, que pode herdar todos os bens do tio falecido por falta de herdeiros diretos dele e de testamento.
"Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa (...) Minha família não era 'família Doriana'. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós", continuou ao falar que com o passar do tempo essa distância só aumentou. Por outro lado, estreitava os laços com o irmão, a ponto de "fazer um mundo" para os dois: "Era um refúgio nosso dentro de casa". Com o passar dos anos, Daniel Cravinhos (igualmente condenado) acabou cobrindo "esse espaço vazio", em suas palavras.
Em um momento do doc, a ex-presidiária em em liberdade condicional desde 2023 afirma ter visto uma cena de violência doméstica. "Eu era criança. Meus pais botavam a gente pra dormir muito cedo. Ouvi uma discussão e desci pra ver o que era. Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível", apontou Suzane, que admitiu atitude controversa após a morte do tio.
"O relacionamento dos meus pais era muito ruim", resumiu a ex-namorada de Sandrão, de quem se separou de forma polêmica, acrescentando nunca ter falado sobre sexo com a mãe. Já sobre o assassinato brutal dos pais a pauladas enquanto dormiam, Suzane foi enfática: "Eu não construí a arma do crime. Não tenho nada a ver com isso".
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