Violência contra mulher e abuso: relatos de famosas podem motivar outras mulheres, diz especialista
Publicado em 23 de novembro de 2022 às 12:03
Para psicóloga Brisa Dantas, vítimas desenvolvem transtornos como ansiedade e depressão, além de possíveis casos de suicídio.
Violência contra mulher e abuso: relatos de famosas podem motivar outras mulheres Para incentivar que mulheres denunciem seus agressores, celebridades relataram suas histórias que envolvem abusos e violência sexual Existem inúmeros motivos de por que mulheres não denunciam seus agressores 16% das mulheres afirmam ter sofrido violência sexual Grande parte das mulheres que sofrem violência sexual não denunciam o crime à polícia

Para conscientizar a população e incentivar que mulheres denunciem seus agressores, famosas como Xuxa Meneghel, Pocah, Madonna, Aline Campos, Lady Gaga, Klara Castanho, entre outras, tiveram coragem de relatar histórias que envolvem violência sexual. Em entrevista recente ao jornal "The New York Times", Paris Hilton detalhou os abusos e torturas sofridos na adolescência, no internato Provo Canyon School.

Para a psicóloga Brisa Dantas, especializada em Reprodução Mental e Inteligência Emocional, o sentimento de vergonha, humilhação e culpa preenchem muitas mulheres que já foram violentadas. Por vezes, as vítimas de um abuso passam a serem desacreditadas e, isso, contribui para as dificuldades de superação desse trauma.

"São traumas que podem seguir por toda a vida. Além das questões físicas, o psicológico e emocional são afetados. Pode não parecer, mas tanto meninos quanto meninas que sofrem violência sexual, têm o corpo e a mente violados e por isso, após o abuso, desenvolvem transtornos como: ansiedade e depressão", explica.

No Brasil, somente em 2021, a estatística revela o registro de um estupro a cada 10 minutos e um feminicídio a cada 7 horas, segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), sendo que os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmam que 89% dos casos de agressões sexuais têm como vítimas meninas e mulheres.

"Uma pessoa que passou por violência sexual na infância, por exemplo, pode se tornar um adulto tímido ou agressivo. Pode ter marcas e lesões no corpo e, geralmente, possuem distúrbio de sono, regressão. Em casos da violência em adolescentes, existe o risco de jovens chegarem ao suicídio", alerta.

"Muitas são as técnicas que utilizamos para amenizar os traumas de pessoas que passaram por tamanha dor. No tratamento são adotados protocolos da Terapia Cognitivo-Comportamental, que traça objetivos como a diminuição do isolamento, a retomada da confiança e autoestima, o reconhecimento e gerenciamento de sentimentos, a eliminação da culpa, entre outros importantes pontos", detalha.

Por Purepeople | Redação
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