Virgínia Fonseca encerrou nesta sexta-feira (21) o contrato comercial que mantinha com a Blaze. O anúncio foi feito pela VF Digital, agência de marketing fundada pela influenciadora, que informou que a parceria chegou ao fim de forma regular, “observando os termos aplicáveis à relação contratual”.
A decisão acontece em meio a uma ação civil pública protocolada pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) relacionada à divulgação da casa de apostas. O órgão pede a condenação de Virgínia e o pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos, segundo o portal Metrópoles.
Antes da Blaze, Virgínia já havia mantido um contrato de grande valor com outra plataforma e chegou a prestar depoimento na CPI das Bets, no Senado, em 2025.
A VF Digital comunicou o encerramento da parceria comercial de Virgínia com a Blaze por meio das redes sociais. Segundo a nota, a decisão foi formalizada de acordo com os termos previstos na relação contratual.
“A VF Digital comunica o encerramento da parceria comercial de Virgínia Fonseca com a Blaze. A decisão foi formalizada observando os termos aplicáveis à relação contratual, encerrando-se de forma regular este ciclo”, informou a empresa. O comunicado não apresentou outros detalhes sobre o encerramento do vínculo.
Na petição inicial, o promotor Paulo Roberto Binicheski questionou o papel desempenhado por Virgínia na divulgação da plataforma. Segundo o MPDFT, a atuação da influenciadora como garota-propaganda não seria apenas publicitária. O promotor afirmou que ela teria papel na captação de apostadores e classificou sua atuação como parte da operação de divulgação da plataforma.
O órgão também sustenta que Virgínia e a Blaze teriam adotado práticas abusivas, promovido a retenção sistemática de valores e imposto metas de apostas que seriam aparentemente inatingíveis. A ação, conforme informado pelo NaTelinha, foi motivada por mais de 42 mil denúncias relacionadas à Blaze.
A relação de Virgínia Fonseca com casas de apostas não começou com a Blaze. A influenciadora também teve um contrato com a Esportes da Sorte. O acordo foi assinado em dezembro de 2022 e a divulgação da plataforma começou em janeiro de 2023. O vínculo terminou em maio de 2024.
O contrato chamou atenção posteriormente por causa dos valores e das condições de remuneração. Segundo documentos obtidos pela Folha de S.Paulo, a loira teria direito a R$ 40 milhões de remuneração fixa e poderia receber outros R$ 24 milhões caso fosse alcançada uma determinada meta de lucro líquido para a empresa. Assim, o valor potencial chegaria a R$ 64 milhões.
A Piauí, por sua vez, publicou reportagem sobre o contrato e afirmou que havia previsão de remuneração relacionada ao desempenho dos usuários captados por meio da divulgação feita pela influenciadora.
Em maio de 2025, Virginia foi chamada a depor na CPI das Bets, no Senado, justamente em razão de sua atuação na publicidade de plataformas de apostas. Durante o depoimento, a influenciadora negou que recebesse dinheiro diretamente pelas perdas dos apostadores. Virginia também afirmou que não havia enriquecido por meio das bets e que seus negócios, especialmente a WePink, eram responsáveis por sua trajetória empresarial.
Ela ainda declarou que não fazia publicidade para plataformas que não fossem regulamentadas.