Virgínia Fonseca desabafou sobre as críticas que sofreu em sua estreia como rainha de bateria da Grande Rio. Em entrevista ao telejornal “SBT Brasil”, exibido neste domingo (07), a influenciadora afirmou que o Carnaval "foi cansativo", mas que "não se arrepende de absolutamente nada".
“Acho que valeu a pena todo o esforço, tudo o que passei e todas as críticas que ouvi. É claro que algumas eu absorvi, porque acho que são críticas construtivas”, refletiu Virgínia, que esteve em Paris neste final de semana para acompanhar a Semana de Moda.
Virgínia reforça que não faria nada diferente e que busca aprender com a experiência. “Acho que a gente aprende com tudo que passa. Sou esse tipo de pessoa, que tem que passar para aprender. Então, tudo o que eu passei nesse Carnaval, óbvio, aprendi muita coisa e irei fazer muita coisa diferente no ano que vem”, promete.
Virgínia ainda afirma que não teve benefícios financeiros com a maratona carnavalesca. “Eu faço por amor, financeiramente não compensa."
Em 2026, a Grande Rio teve um resultado pífio em comparação aos anos anteriores. Vencedora em 2022 e presente em todos os Desfiles das Campeãs da década, a agremiação amargou um oitavo lugar.
Mesmo que rainha de bateria não seja um quesito de julgamento, houve muita gente que conspirou que a influenciadora poderia ter ajudado na perda de pontos da escola, já que a Grande Rio perdeu dois décimos em bateria e um em fantasia.
E tudo isso por dois motivos fundamentais. O primeiro foi a retirada de um costeiro de 12 kg. Virgínia não aguentou o peso e encerrou o desfile sem o acessório, o que poderia acarretar em descontos na categoria fantasia. O outro foram as muitas vaias que recebeu em diversos setores da Sapucaí - alguns deles, perto de cabines dos jurados, o que poderia atrapalhar a performance dos músicos que comandam a bateria.
No entanto, não existem menções diretas ou indiretas a Virgínia na justificativa das notas dos jurados, divulgadas pela Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA).
Em fantasia, o jurado que retirou dois décimos da Grande Rio apontou problemas em seis alas e argumentou que havia fantasias de difícil entendimento, com muitas misturas de referências no mesmo figurino. Por conta do sistema de descarte, a nota não foi considerada. Já o 9,9 de outra julgadora aconteceu por conta da ala 24, que, segundo ela, não estava condizente com a proposta. A escola ainda recebeu duas notas 10 no quesito.
Já na bateria, um dos jurados que descontou décimo alegou que houve falta de fluidez, o que “prejudicou o valor rítmico agregado do conjunto bateria” e deu uma “sensação de ‘peso morto’”. Outro argumentou que “houve dificuldades rítmicas, próprias à harmonia recebida pelos líderes de acordes do manual do módulo”.